segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Argentina: Da Crise ao Sucesso


O regime militar da Argentina entrou em crise por causa de problemas econômicos e a derrota na Guerra das Malvinas o que levou a eleições em 1983. Raúl Afonsín foi eleito presidente e apesar de consolidar as instituições democráticas, estabelecer controle civil sobre as forças armadas e processar os membros das três juntas militares, que foram condenados à prisão perpétua, falhou em lidar com a economia. O regime anterior tinha deixado uma dívida externa de 43 bilhões que o novo governo foi obrigado a assumir, e devido a pressões de credores privados e do FMI (Fundo Monetário Internacional) deu prioridade ao pagamento da mesma que apenas os juros eram superiores aos 3 bilhões de excedente do comércio internacional. Sem fundos para obras de infra-estrutura e crédito interno a situação econômica piorou até que a crise de 1989 causou um aumento de 15 vezes nos preços obrigando-o a deixar o cargo cinco meses antes do previsto.

O recentemente eleito presidente Carlos Menem assumiu e começou a implantar as políticas neoliberais que assolaram a América Latina nas décadas de 1980 e 1990. (Digo América Latina porque apesar de Ronald Reagan ser considerado o promotor do neoliberalismo, ou do livre mercado, nos EUA ele foi o maior presidente protecionista desde a década de 1930[*] [1]). Mas com um segundo pico inflacionário em 1990 ele acelerou as privatizações, desmantelou regulamentações e barreiras protecionistas do mercado interno e impôs uma taxa de câmbio fixa entre o peso e o dólar. Apesar dessas medidas contribuírem para um aumento de investimentos externos e um crescimento razoável isso só foi possível inundando o mercado interno com dólares resultando em mais dívida externa, deixando o país vulnerável ao mercado externo. Com as crises financeiras internacionais do final da década de 1990 (Ásia, Brasil e Rússia) o peso ficou supervalorizado devido à taxa de câmbio fixa e o país entrou em recessão e gradualmente em uma nova crise econômica. O sentimento de estabilidade e bem-estar social erodiram rapidamente tornando Menem muito impopular no final de seu mandato em 1999.

O novo presidente, Fernando de la Rua, assumiu em dezembro de 1999 um país com graves problemas econômicos e mesmo seguindo a cartilha do FMI (corte de programas sociais, redução de gastos governamentais e diminuição de serviços públicos para dar preferência ao pagamento de credores externos) culminou em 2001 na retirada de capital do país, resultando em até alguns empresários a abandonar suas fábricas, e o congelamento das contas bancárias gerando um clima de descontentamento popular. Houve protestos nas ruas e enfrentamento com a polícia que resultaram em diversas mortes. O clima caótico em meio a saques foi acompanhado de gritos de “¡Que se vayan todos!” (Saiam todos) que levou a renuncia do presidente em 20 de dezembro de 2001, que teve de sair da Casa Rosada (sede presidencial) de helicóptero. Como o vice-presidente tinha renunciado em outubro de 2000 assumiu o presidente do senado Ramón Puerta simplesmente para convocar a Assembléia Legislativa (senadores e deputados) que escolheria o novo presidente dentre eles e os governadores. Adolfo Rodríguez Saá tornou-se o novo presidente mais renunciou antes do ano novo e mais uma vez a Assembléia foi convocada e desta vez foi escolhido Eduardo Duhalde que assumiu em janeiro de 2002.

A Argentina declarou moratória de sua dívida e acabou com a taxa de câmbio fixa gerando a depreciação do peso e mais um pico na inflação com uma rápida contração da economia e um encolhimento do PIB[†] (Produto Interno Bruto) de 5% no primeiro quadrimestre de 2002. O desemprego chegou a 25% e o valor real dos salários era o menor em 60 anos, quase metade da população ficou em condições de pobreza e um quarto em condições de pobreza extrema, a desigualdade de renda chegou ao extremo em que aqueles que estavam na 95ª posição do percentual de renda ganhavam 32 vezes mais que aqueles que estavam na 5ª posição[4]. No final de 2002 a economia começou a estabilizar e em dezembro o congelamento das contas bancarias foi suspenso. Se beneficiando de uma taxa de câmbio desvalorizada o governo implementou novas políticas baseadas em re-industrialização, substituição de produtos importados por nacionais e aumento da exportação que gerou excedente no comércio internacional.

Em maio de 2003 Néstor Kirchner foi eleito com a promessa de colocar a Argentina de volta nos trilhos ou correr o risco de ser obrigado a renunciar como seus antecessores. Ele expandiu as políticas anteriores com o foco em consumo interno e exportação de produtos manufaturados, ampliou as políticas sociais e reestruturou a dívida. Com Néstor e depois Cristina Fernandez, que era sua esposa e senadora e o sucedeu, a Argentina entrou em uma era de rápido crescimento econômico, o maior do hemisfério ocidental e um dos maiores do mundo que de acordo com projeções do FMI para 2011 chegará a 8% e contabilizará 94% no período de 2002 a 2011[5]. Mais que o dobro do crescimento do Brasil no mesmo período.

Como podemos ver na figura 1, o PIB da Argentina voltou ao nível pré-recessão depois de apenas três anos de crescimento em 2005 e olhando a tendência de crescimento pré-recessão atingiu o nível esperado em 2007. Houve apenas uma pequena retração em 2008-2009 devido à crise econômica dos EUA, mas logo após continuou com seu forte crescimento.

Figura 1: PIB real da Argentina e projeção antes da recessão[6]

Neste momento é bom lembrar que a recuperação e o crescimento foi alcançado sem a ajuda das IFI (Instituições Financeiras Internacionais) que como resultado da moratória e recusa da minoria dos credores de aceitar o eventual acordo de reestruturação em 2005 e o subseqüente processo legal por esses credores, dificultou a Argentina conseguir empréstimos nos mercados internacionais nos últimos nove anos. Na verdade o oposto ocorreu as IFI retiraram um montante de 4% do PIB da economia argentina em 2002 enquanto o FMI pressionava o governo a pagar mais a seus credores internacionais recomendando políticas fiscais mais rigorosas e opondo-se a várias políticas que foram úteis para a recuperação econômica e idealizadas para aliviar o fardo da crise nos setores mais necessitados da população. O Investimento Externo Direto nesses últimos oito anos permaneceu limitado sendo em média 1.7% do PIB.[7]

Em 2005 o governo da Argentina criou o plano de reestruturação da dívida externa onde os credores de títulos do tesouro argentino trocariam seus antigos títulos por novos títulos com valores nominais de 25% a 35% do original e com datas de vencimento mais distantes. 76,2% dos títulos foram trocados restando pouco menos de ¼ que não aceitaram as condições. O FMI ficou do lado desses credores fazendo pressão no governo argentino, mas com o pagamento antecipado da dívida que a Argentina tinha com o FMI em janeiro de 2006 a pressão praticamente se tornou vazia. Em 2010 o governo mais uma vez abriu o programa de troca de títulos fazendo 69,5% dos credores que ainda detinham títulos antigos a trocarem elevando o total da reestruturação da dívida para 92,6%.[8]

O crescimento da Argentina muitas vezes é explicado como uma resposta rápida, um “ricochete”, da recessão (depois de uma grande queda tem-se uma grande subida) e/ou a explosão do mercado de commodities[‡]. Mas como mostrado em apenas três anos o PIB voltou para o nível pré-recessão e, além disso, a crise financeira de 2008 mostrou que a maioria dos países estão se recuperando com taxas de crescimento muito baixas. Já o fator commodities que representaria um aumento nas exportação, como mostrado na tabela 1, não representa uma parte muito significativa do PIB, chegando ao máximo de 1.8%  em 2005 e 2010 e totalizando 7.6% durante o período de expansão.

Tabela 1: Contribuições por gastos para o crescimento real (ajustado pela inflação) do PIB[10]

Como podemos ver nas figuras 2 e 3 apesar das exportações terem aumentado em valores absolutos (valores em dólar) em relação ao PIB diminuíram. E no caso de commodities que seria as exportações de produtos agrícolas caiu de 5% em 2002 para 3.7% em 2010 e como esses valores são em relação ao dólar eles refletem o grande aumento dos preços das commodities de 2005 a 2008. Os gráficos deixam claro que não são os produtos agrícolas que estão levando ao crescimento do PIB e consequentemente da economia argentina.


Figura 2: Valores de Exportação por Categoria e Valor (em dólares)[11]


Figura 3: Valores de Exportação por Categoria e Valor (em % do PIB)[12]


Aspectos Sociais

As taxas de pobreza, desigualdade de renda e desemprego melhoraram consideravelmente desde a crise econômica e a declaração de moratória pelo governo. No período anterior a crise (era neoliberal), no governo Menem e posteriormente no de La Rua, tanto a pobreza, a desigualdade de renda quanto o desemprego começaram a subir atingindo o pico na crise. Então com a entrada de Duhalde e posteriormente Néstor e Cristina Fernandez de Kirchner começaram a cair para atualmente terem voltado para os níveis do início da década de 1990, antes da consolidação das políticas neoliberais no país.

A desigualdade de renda diminuiu consideravelmente, enquanto no auge da crise chegou ao extremo em que aqueles que estavam na 95ª posição do percentual de renda ganhavam 32 vezes mais que aqueles que estavam na 5ª posição atualmente essa taxa encontra-se em 17. Isso ocorreu devido ao aumento de renda entre os pobres e não devido à diminuição da mesma entre os ricos. Mas olhando o período anterior à crise vê-se que em 1992 ela estava em 15 e em 1998, com as políticas de “livre mercado” consolidadas, tinha subido para 23.[13]

O mesmo pode ser observado para a taxa de desemprego, enquanto no período da crise atingiu o máximo de 18.4% atualmente encontra-se em 8%, próximo dos 6.8% do início da década de 1990. Mas como a desigualdade de renda, teve um aumento substancial no período antes da crise chegando a 17.7% em 1996, um aumento de mais de 150%. Depois caiu para 12.5% em 1998 para atingir o pico em 2002.[14]

Já a taxa de pobreza tem o mesmo comportamento, um aumento durante o período pré-crise chegando ao pico na crise e então caindo. Como se observa na figura 4 os níveis atuais de pobreza e pobreza extrema voltaram para os do início da década de 1990. Durante a crise a pobreza (pessoas com renda de até 4 dólares por dia) atingiu quase metade da população (45.5%) e atualmente caiu para 1/7 (14.3%). Já a pobreza extrema (renda de até 2,50 dólares por dia) atingiu quase 1/3 da população (29.2%) e agora apenas 1/15 (6.6%) é afetada.

Figura 4: Pobreza e Pobreza Extrema em % da População[15]


O governo da Argentina depois da crise presidiu sobre um grande aumento de gastos sociais e receitas em relação ao PIB. A maior parte desse aumento nas receitas ocorreu depois de 2005 quando a economia já tinha voltado para seu nível pré-recessão e não devido a recuperação logo após a crise. Em 2002 as receitas eram de 15% do PIB chegando a 23.4% em 2009, e como a economia estava em rápido crescimento esse foi um aumento considerável que praticamente triplicou em valores reais. Já os gastos sociais também chegaram quase a triplicar em termos reais, um aumento de 10.3% para 14.2% do PIB. No começo foi apenas uma resposta à recessão como o programa criado que supria 150 pesos mensais ao chefe de família com crianças abaixo de 18 anos (ou deficiente em qualquer idade) e estavam desempregados ou também quando o mesmo estivesse doente. O auge do programa, em 2003, atingiu 20% de todas as famílias com 97.6% dos beneficiários abaixo da linha de pobreza. Em 2009 o governo lançou o programa “Asignación Universal por Hijo” (Alocação Universal por Criança) similar ao Bolsa Família do Brasil, muito elogiado internacionalmente, mas com a diferença de ser significantemente maior atingindo 0.6% do PIB enquanto no Brasil atinge 0.4%. Ainda é cedo para observar os efeitos desse programa, mas quando os dados começarem a serem divulgados, provavelmente vão ser consideráveis.[16]


Inflação

A inflação na Argentina é geralmente o principal aspecto da economia reportado pela imprensa que frequentemente aponta sendo uma das maiores do hemisfério (de acordo com o índice IPC-7 e estimativas privadas). O IPC-7 é o índice de inflação medido pela CENDA (Centro de Estudios para el Desarrollo Argentino - um grupo de reflexão, “think tank”, da Argentina), o índice oficial do INDEC (Instituto Nacional de Estadística y Censos) é o IPC (Índice de Precios al Consumidor). Enquanto o IPC-7 mede a variação dos preços em sete diferentes províncias o IPC mede apenas na grande Buenos Aires. Talvez seja por isso que estimativas privadas estejam mais próximas do IPC-7. Na figura 5 estão presentes os dois índices e podemos observar que devido à desindexação do peso ao dólar e conseqüente desvalorização do peso em 2002 houve um pico que retraiu rapidamente. Em 2007-2008 vemos outro aumento considerável (31%), mas devido à crise financeira de 2008 que levou a Argentina a uma pequena recessão em 2009 houve uma queda significativa (13.2%) para aumentar de novo no começo de 2011 (27%) e logo em seguida declinar.[17]

Figura 5: Variação Anual da Inflação em Porcentagem, IPC-GBA (oficial) e
CPI-7 (independente)[18]

A inflação pode ser um pouco alta na Argentina, mas o importante para o bem-estar da grande maioria da população é o crescimento real e distribuição de renda. Desse ponto de vista, como mostrado acima, o governo parece ter tomado a decisão correta de não sacrificar o crescimento para combater a inflação como muitos países da Europa estão fazendo. Um bom exemplo comparativo é a Coréia do Sul que na década de 1970 e início da de 1980 registrou taxas anuais de inflação similares a essas da Argentina enquanto fazia a transição de um país pobre para um de alta renda.[19]


Lições da Crise Argentina

O caso da Argentina pode ser usado como modelo por vários países porque apesar das condições externas adversas da última década apresentou um crescimento econômico extraordinário. Isso serve de contra partida para aqueles que seguem o modelo neoliberal como recomendado pela imprensa de negócios e dizem que políticas favoráveis ao mercado e investimentos internacionais devem ser as mais importantes de países em desenvolvimento. A experiência argentina sugere que essa entrada de capitais, apesar de em certas circunstâncias levar ao crescimento, não é tão essencial como se acredita e põe em cheque a questão do mito popular que só é possível sair de recessões, causadas por crises financeiras, através de uma recuperação lenta e dolorosa.

A crise argentina foi tão severa quanto à de qualquer país nas décadas recentes e, no entanto, levou apenas quatro meses depois de declarada a moratória para começar uma rápida e sustentável recuperação. E isso não foi apenas por causa da desvalorização e melhores políticas macroeconômicas, mas principalmente devido ao não pagamento da dívida (renegociada posteriormente) que libertou o país de ficar paralisado pelo fardo incapacitante da mesma. Juntando esse aspecto com o ultra-conservadorismo de bancos centrais, como o Banco Central Europeu, que geralmente leva em consideração a experiência histórica de recuperações lentas depois de crises financeiras, surgem os problemas vivenciados hoje em vários países da Europa.

O governo argentino mostrou que esse triste cenário é apenas uma das soluções existentes e que uma rápida recuperação em produção, empregos, redução de pobreza e redução de desigualdade é outro caminho possível que pode ser escolhido.


Referências:

- Figuras (1 a 5) e a tabela 1 foram retiradas de [4] e adaptadas para o português pelo autor.

- Argentina. Wikipedia, 17 de novembro de 2011:

- Filme documentário: Memoria del Saqueo de Fernando E. Solanas de 2004:

Notas:

[1] Sheldon L. Richman, The Reagan Record On Trade: Rhetoric Vs. Reality, 17 de novembro de 2011:

[2] Noam Chomsky, The Passion for Free Markets, 17 de novembro de 2011:

[3] Produto interno bruto. Wikipédia, 17 de novembro de 2011:

[4] Mark Weisbrot, Rebecca Ray, Juan A. Montecino e Sarah Kozameh, The Argentine Success Story and its Implications. cepr (Center For Economic and Policy Research), outubro de 2011:

[5] ibid.

[6] ibid., (adaptada para o português pelo autor)

[7] ibid.

[8] Argentine debt restructuring. Wikipedia, 17 de novembro de 2011:

[9] Commodity. Wikipédia, 17 de novembro de 2011:

[10] Mark Weisbrot et al., op. cit. (adaptada para o português pelo autor)

[11] Mark Weisbrot et al., op. cit. (adaptada para o português pelo autor)

[12] Mark Weisbrot et al., op. cit. (adaptada para o português pelo autor)

[13] Mark Weisbrot et al., op. cit.

[14] Mark Weisbrot et al., op. cit.

[15] Mark Weisbrot et al., op. cit. (adaptada para o português pelo autor)

[16] Mark Weisbrot et al., op. cit.

[17] Mark Weisbrot et al., op. cit.

[18] Mark Weisbrot et al., op. cit. (adaptada para o português pelo autor)

[19] Mark Weisbrot et al., op. cit.



[*] Como diz Chomsky: “Quanto ao ‘vigoroso individualismo Reaganesco’ e sua adoração pelo mercado, talvez seja suficiente citar a análise da revisão dos anos Reagan na Foreign Affairs por um Membro Sênior de Finanças Internacionais do Conselho de Relações Internacionais, observando a ‘ironia’ que Ronald Reagan, ‘o chefe do executivo do pós-guerra com a mais apaixonada afeição pelo laissez faire, presidiu sobre o maior movimento para o protecionismo desde os anos 1930’ – não é uma ‘ironia’, mas o funcionamento normal da ‘afeição apaixonada pelo laissez faire’: para você, disciplina de mercado, mas para mim não, a menos que o ‘campo do jogo’ esteja inclinado a meu favor, geralmente como resultado de grande intervenção do Estado [2].

[†] PIB representa a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos em um determinado país durante um período determinado [3].

[‡] Commodities é um termo da língua inglesa que significa mercadorias, é utilizado nas transações comerciais de produtos de origem primária nas bolsas de valores. Ex.: café, trigo, soja, peixes, ouro, petróleo, minério de ferro, água, energia elétrica[9].


Artigo de Francisco Roland Di Biase.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A Rede de Controle Corporativo Global

Um estudo de grande importância, mostra pela primeira vez de forma tão abrangente como se estrutura o poder global das empresas transnacionais. Frente à crise mundial, este trabalho constitui uma grande ajuda, pois mostra a densidade das participações cruzadas entre as empresas, que permite que um núcleo muito pequeno (na ordem de centenas) exerça imenso controle. Por outro lado, os interesses estão tão entrelaçados que os desequilíbrios se propagam instantaneamente, representando risco sistêmico.

Fica assim claro como se propagou (efeito dominó) a crise financeira, já que a maioria destas mega-empresas está na área da intermediação financeira. A visão do poder político das Empresas Trans-Nacionais adquire também uma base muito mais firme, ao se constatar que na cadeia de empresas que controlam empresas que por sua vez controlam outras empresas, o que todos "sentimos" ao ver os comportamentos da mega-empresas torna-se cientificamente evidente. O artigo tem 9 páginas, e outras 25 de anexos metodológicos. Está disponível online gratuitamente,em 

http://arxiv.org/PS_cache/arxiv/pdf/1107/1107.5728v2.pdf.

Um excelente resumo das principais implicações pode ser encontrado no New Scientist de 22/10/2011 que foi traduzido e publicado no Carta Maior:
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18798

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O Fenômeno Finlandês

Existe um país onde os estudantes começam a estudar em uma idade mais avançada, assistem a menos aulas, tem três meses de férias de verão, passam menos tempo na escola por dia, raramente tem dever de casa e raramente são avaliados.

Existe um país onde professores são profissionais respeitados e rapidamente recebem um cargo, são raramente avaliados, ganham bons salários e tem um sindicato forte.

Existe um país onde as escolas recebem fundos modestos, desenvolvem seus próprios currículos, pesquisam e adotam novas tecnologias, não tem diferenças de rendimento entre os alunos e não deixam nenhuma criança para trás.

Esse país é classificado no topo da lista por quase todas as medições.

Bem vindo à Finlândia.

São com essas sentenças que começa o documentário “The Finland Phenomenon: Inside the World’s Most Surprising School System” (O Fenômeno Finlandês: Dentro do Mais Surpreendente Sistema Escolar no Mundo) de Robert A. Compton, dirigido por Sean T. Faust e apresentado pelo Dr. Tony Wagner. O filme mostra o sistema de ensino na Finlândia, um país que saiu da segunda guerra mundial com uma economia agrária e hoje é líder em desenvolvimento tecnológico e classificado pela ONU em 1º lugar em matéria de educação no mundo.

A grande diferença é que em vez dos professores ensinarem um conteúdo para os alunos as crianças são ensinadas a pensar por elas mesmas incentivando a criatividade, a curiosidade e a imaginação. Elas são estimuladas a resolver problemas, pesquisando e analisando as informações sozinhas, ter clareza de pensamento e fazer críticas.
Um bom exemplo disso é quando ensinam o teorema de Pitágoras, em vez de explicar para os alunos o professor os conduz para que descubram o teorema por si mesmos.

No decorrer das aulas procura-se que 60% do tempo seja dos alunos, para discutir o assunto, e os 40% restantes do professor deixando os estudantes mais livres para chegarem as suas próprias conclusões. Além disso, também permite que os professores dediquem mais atenção para as crianças com maior dificuldade e assim não permitindo que ninguém fique para trás. A necessidade de testes e provas para avaliar o desempenho do aluno é quase inexistente assim como não existem turmas especiais, todos os alunos recebem a mesma qualidade de ensino, não importando onde estudem, sua condição social, raça, religião etc.

Todos os professores, até os de 1º grau, precisam ter mestrado para exercer a profissão significando pelo menos 5 anos de estudos, 3 para o bacharelado mais 2 para o mestrado e mesmo assim apenas 10% dos candidatos são absorvidos pelo sistema de ensino que diga-se de passagem é público.

Os candidatos que conseguem se tornar professores primeiro viram “professores- estudantes” onde terão que assistir as aulas, junto com os alunos normais, ministradas pelos mais experientes “professores-mestres”. Depois de cada aula os professores-estudantes discutem com os professores-mestres suas observações sobre o método de ensino, o que fariam diferente e assim por diante. Isso significa que os professores estão constantemente aprendendo e aperfeiçoando-se com o “feedback” dos demais. É um sistema dinâmico onde o professor não é um profissional solitário diferente da maioria dos outros países.

É um sistema inteiramente baseado na confiança de que é realizado um trabalho de qualidade pelas instituições educacionais e professores e um bom exemplo disso são os currículos. O Ministério da Educação da Finlândia tem um currículo básico, mas confia nos municípios e suas escolas para adequá-los as necessidades locais, ou seja, as escolas criam seus próprios currículos em cima do básico. Por sua vez as escolas confiam nos professores para ensinar da maneira que acham melhor não havendo a necessidade de avaliá-los.

O surpreendente é que o sistema foi implantado em apenas 25 anos. Na década de 1970 quando a força de trabalho começou a diminuir, o governo tomou a decisão que a base do desenvolvimento do país não iria mais ser a produção industrial, mas a capacidade de desenvolvimento intelectual da população. Isso levou a Finlândia, hoje em dia, ter um orçamento de 3,5% do PIB para Pesquisa e Desenvolvimento, o 3º maior do mundo e ser o país com a maior taxa per capita de pesquisadores no mundo.

Como Einstein uma vez disse “A formulação do problema é mais importante que a solução”.



Artigo de Francisco Roland Di Biase


Trailer do filme:

As Maiores Realizações de Steve Jobs

Com a morte de Steve Jobs, perdemos um dos maiores inovadores tecnológicos de nosso tempo.

Jobs não era apenas um empresário astuto, ele foi um visionário que fez de sua missão humanizar a computação pessoal, reescrevendo as regras de design para experiência do usuário, hardware e software. Suas ações reverberaram através de várias indústrias: Ele abalou o negócio da música, arrastou a operadoras de telefonia móvel para o ringue de boxe, mudou a forma como software e hardware são vendidos e alterou para sempre a linguagem das interfaces de computador. Ao longo do caminho, ele construiu a Apple como uma das empresas mais valiosas do mundo.

Não foi pouco. Ele fará falta.

Artigo de Michael Calore na Wired:
http://www.wired.com/gadgetlab/2011/10/steve-jobs-greatest-achievements/?mbid=wir_newsltr

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

69% dos israelenses apoiam um estado palestino

Em uma recente pesquisa do Palestinian Center for Police and Survey Research (PSR) identificou que 69% dos israelenses apoiam um estado palestino reconhecido pela ONU.

83% dos palestinos apoiam a decisão de obter reconhecimento do Estado Palestino na ONU.

Ainda mostrou que 77% dos pelestinos e 79% dos israelenses acreditam que os EUA usarão seu poder de veto no Conselho de Segurança da ONU para barrar o reconhecimento do Estado Palestino.

Se Israel realmente fosse uma democracia autêntica os seus governantes refletiriam a vontade do povo israelense em vez de apoiarem o oposto. Exatamente o inverso do que ocorre com os palestinos.

Pesquisa do PSR:
http://www.pcpsr.org/survey/polls/2011/p41ejoint.html

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Carta aberta ao Presidente do CREA-RJ e a Comissão Editorial da Revista do CREA-RJ


Carta aberta ao Presidente do CREA-RJ e a Comissão Editorial da Revista do CREA-RJ em resposta ao editorial da edição 87 da Revista do CREA-RJ "Energia nuclear divide opiniões".


Caro Presidente do CREA-RJ e Comissão Editorial da Revista do CREA-RJ


Foi com muita surpresa que abri a edição 87 da Revista do CREA-RJ e li o editorial do Presidente do CREA-RJ, Agostinho Guerreiro, onde ele defende o uso de reatores nucleares para a geração de energia elétrica evidenciado pelo seu apoio a conclusão da Usina Nuclear Angra 3. Para mostrar que a tecnologia nuclear traz benefícios para sociedade ele diz que o Programa Nuclear Brasileiro também prevê a construção de um reator de pesquisas para a fabricação de radiofármacos. Mas não é dito que esses reatores são muito menores e mais seguros que os de geração de energia elétrica.

Em relação à Angra 3 ele aponta que “não há sentido em paralisar as obras” desde que as “condicionalidades e as medidas de segurança” exigidas pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) sejam “minuciosamente cumpridas na execução do projeto”. O que surpreende nesse argumento é que ele está assumindo se as exigências da CNEN forem “minuciosamente cumpridas” não existirá risco de acidentes como o de Fukushima, o que evidentemente não é verdade. O problema é justamente a imprevisibilidade dos acidentes, por isso são chamados de acidentes. Podemos pensar em mil tipos de situações e criar formas de evitá-las, mas e quanto à milésima primeira, que ninguém pensou, ocorrer?

E foi justamente o que aconteceu no Japão. Ninguém imaginou que dois desastres naturais poderiam ocorrer ao mesmo tempo. Primeiro o terremoto que danificou a rede de distribuição de energia elétrica cortando a eletricidade da usina que passou a funcionar com geradores. O segundo foi o tsunami, conseqüência do terremoto, que resultou numa onda maior que os muros de proteção e inundou as salas dos geradores deixando a usina sem qualquer fonte de energia elétrica. Um reator nuclear não pode ficar sem energia elétrica porque se a água responsável por resfriar o reator parar de circular ocorre o derretimento do reator. Mesmo se os reatores de Fukushima fossem como os brasileiros (PWR) onde a água continua circulando por algumas horas depois do corte da energia elétrica o derretimento ainda ocorreria por que levou dias, e não horas, para a energia elétrica ser restaurada. Mesmo agora as autoridades japonesas calculam que a situação só será completamente controlada em 2012. Isso tudo sem falar no uso da energia nuclear para fins bélicos com a construção do submarino nuclear brasileiro para a marinha que claramente viola o acordo firmado entre Brasil e Argentina onde as partes se comprometeram a utilizar a energia nuclear apenas para fins pacíficos.

Não seria mais sensato que o CREA-RJ apoiasse, no mínimo, uma revisão de todo o Programa Nuclear Brasileiro, principalmente a parte bélica e a referente a geração de energia elétrica em vista das conseqüências desastrosas para a população e o meio-ambiente que estão sendo observadas no Japão[1][2][3] e que foram e continuam sendo observadas em Chernobil e amplamente documentadas no estudo “Chernobyl: Consequences of the Catastrophe for People and the Environment” de Alexey V. Yablokov, Vassily B. Nesterenko e Alexey V. Nesterenko, publicado pela Academia de Ciências de Nova York (Annals of the New York Academy of Sciences Volume 1181) que pode ser baixado na internet[4]. Os autores calculam quase um milhão de mortes relacionadas com o acidente e mostram que partes de vários países da Europa, como a Inglaterra, continuam contaminadas depois de mais de 25 anos.

Mais uma vez o Brasil vai enveredar pela contramão da história já que vemos vários países no mundo abandonando a energia nuclear como a Alemanha que vai desativar suas usinas nucleares até 2022. A Bélgica cancelou a construção de dois reatores, a China vai paralisar a construção de novas usinas até que seja feita uma avaliação criteriosa do acidente no Japão, os EUA suspendeu a construção de centrais no Texas, o Japão abandonou planos de construir 14 novas usinas e a Suíça abandonou a construção de novas usinas e desativará as existentes. Enquanto isso o Brasil “reavaliará” (para não dizer que nada vai mudar) o plano de construir quatro novas usinas. Não seria melhor acabar com essa forma irresponsável de geração de energia evidenciado pelo fato que um acidente além de causar um desastre de imensas proporções resulta em conseqüências para a vida no planeta que podem durar muitos anos.

O Brasil tem em sua matriz energética apenas 3% sendo produzido pelas usinas nucleares, não seria o momento de investir em fontes alternativas (solar e eólica) para podermos no futuro desativar essas usinas que também geram lixo radioativo e precisa ser armazenado por centenas de anos.

Na opinião desse humilde engenheiro e admirador da ciência me junto às muitas vozes que acham que um reator nuclear é a maneira mais complicada, perigosa e cara imaginada pelo homem para ferver água.

                                          
Sinceramente


Eng. Francisco Roland Di Biase
e-mail: fdibiase@ig.com.br


Notas:
[1] The Fukushima Nuclear Disaster in Perspective da Dr. Helen Caldicott

[2] The Severity of the Fukushima Daiichi Nuclear Disaster: Comparing Chernobyl and Fukushima dos Professores Matthew Penney e Mark Selden

[3] Nuclear Apocalypse in Japan - Lifting the Veil of Nuclear Catastrophe and cover-up de Keith Harmon Snow

[4] Chernobyl: Consequences of the Catastrophe for People and the Environment” de Alexey V. Yablokov, Vassily B. Nesterenko e Alexey V. Nesterenko

sexta-feira, 11 de março de 2011

O que Newton tem a dizer sobre o colapso do WTC


Por Francisco Roland Di Biase


Neste artigo não pretendo entrar em detalhes dos motivos que levaram aos “ataques” do WTC (World Trade Center) e nem quem foi o responsável. A minha intenção é pura e simplesmente mostrar as evidências de que os três edifícios, isso mesmo as torres gêmeas e o Edifício 7 (WTC 7), foram destruídos pelo método de demolição controlada, planejada anteriormente aos eventos de 11 de setembro.

Primeiro vamos estabelecer a cronologia dos eventos que levaram aos desabamentos. A Torre Norte (WTC 1), com a grande antena no topo, foi a primeira a ser atingida, às 08h45min (horário de Nova York). Ela queimou durante 103 minutos por 5 andares e desabou às 10h28min. A Torre Sul (WTC 2) foi atingida as 09h03min e queimou por 56 minutos em 8 andares, ela desabou às 09h59min. Ambos os edifícios tinham 110 andares com uma altura de 415 metros. O WTC 7 não foi atingido por nenhum avião e desabou às 17h20min do mesmo dia em apenas 7 segundos.

A explicação oficial fornecida pelo órgão encarregado das investigações da causa do colapso do WTC, o NIST (National Institute of Standards and Tecnology) parecido com o nosso Inmetro, é chamada de Teoria da Vergadura para Dentro (Inward Bowing Theory). Ela diz que as colunas arqueadas de uma das paredes curvaram-se devido ao calor do incêndio e foram incapazes de agüentar as cargas gravitacionais (o peso). Essas cargas foram transferidas para as colunas adjacentes pelas treliças, que rapidamente também ficaram sobrecarregadas e em uma seqüência rápida, essa instabilidade se espalhou por todas as outras paredes. Então a seção do edifício acima do ponto de impacto (perto do 98º andar), agindo como um bloco rígido inclinou-se pelo menos 8 graus para o sul. O movimento para baixo desse bloco foi mais do que a estrutura danificada pôde resistir, e o colapso global começou. Desse momento em diante NIST aparentemente se baseia na hipótese “bate-estacas” sugerida em uma série de artigos de Zdenek Bazant com vários co-autores. Ele descreve um cenário onde o topo do edifício (parte acima do ponto de impacto) permanece rígido conforme vai destruindo a parte de baixo. Apenas quando a parte de baixo foi completamente destruída em uma pilha compacta de destroços a parte de cima se destrói.

Teoria da Vergadura para Dentro

Você pode estar achando estranha essa explicação porque a teoria mais difundida de como as torres desabaram é a “teoria de panqueca” criada pela FEMA (Federal Emergency Management Agency). Ela postula uma falha progressiva do sistema de pisos das torres do WTC, ou seja, de alguma forma os pisos se soltaram e foram se chocando uns com os outros. Ela teve que ser descartada pelo NIST porque nos inúmeros testes realizados concluiu-se que mesmo com temperaturas muito mais altas das sugeridas no WTC o sistema de pisos, que consistem de uma malha de treliças de aço, integradas com concreto, conectando as colunas do núcleo com as externas, não colapsaram.

Já para o WTC 7 o colapso é atribuído a falha de uma única coluna que estava apoiada em vigas em um cenário complexo envolvendo expansão térmica dessas vigas, devido a incêndios isolados de mobília de escritório. Depois eles dizem que o interior do edifício desabou dentro de sua própria base e foi seguido pelas paredes externas que tinham se tornado uma casca oca. Dessa forma, de acordo com NIST, os vídeos existentes mostram apenas o colapso das paredes externas.

Bem essas são as explicações oficiais fornecidas pelo NIST que foi encarregado pelo governo Bush de investigar a causa do colapso, ou seja, são nessas explicações que devemos acreditar se acharmos que o governo dos EUA está dizendo a verdade.

Agora vamos apontar algumas observações que podem ser feitas nos inúmeros vídeos dos colapsos que tornam, no mínimo, a explicação oficial forçada e que os grandes meios de comunicação escolheram não mostrar (censuraram?), ou mostraram, mas não enfatizaram os pontos importantes.

Os três prédios do WTC foram os únicos edifícios de alta estrutura, antes e após 11 de setembro, a desabar devido a incêndio e danos, nunca tinha acontecido e nunca voltou a acontecer. Como exemplo temos o edifício One Meridian Plaza de 38 andares, na Filadélfia, pegou fogo em 23 de fevereiro de 1991 e o incêndio durou 18 horas se espalhando por 8 andares mas não desabou. 

Edifício One Meridian Plaza

Em 17 de outubro de 2004, um edifício em Caracas de 56 andares, construído em 1976, pegou fogo que durou 17 horas e se espalhou por 26 andares e não desabou.

Caracas, 17 de outubro de 2004

Em fevereiro de 2005 houve um incêndio imenso na Windsor Tower, um arranha-céu em Madri que durou por volta de 20 horas e o edifício, mais uma vez, não desabou. Vemos na foto claramente que o edifício foi tomado pelas chamas, mas no final a estrutura permaneceu em pé.

Windsor Tower em chamas... e depois do incêndio

Uma informação importante sobre o fogo que a maioria das pessoas não conhece é que quando ele tem essa cor amarela esbranquiçada como acima é porque está queimando muito oxigênio. No caso do WTC o fogo era vermelho escuro e a fumaça muito escura indicando que quase não existia mais oxigênio para queimar, e sem oxigênio o fogo não queima e se extingue.

WTC em chamas

Nos destroços do WTC foram encontradas piscinas de metal derretido e mesmo tendo chovido entre os dias 14 e 21 de setembro, terem sido utilizados retardante de fogo e água, os bombeiros só conseguiram extinguir o fogo em 13 de dezembro. Não esqueça que aço (o metal usado na estrutura do WTC) só derrete a 1510º C e incêndios de móveis de escritório pode chegar, em condições mais favoráveis possíveis, mesmo considerando o combustível do avião até 760º C. Para a teoria do NIST funcionar o aço teria que chegar a pelo menos 980º C. Abaixo temos uma foto em infra-vermelho tirada pela NASA onde foi registrada as temperaturas de superfície alguns dias após 11 de setembro. O metal derretido encontrado pelos trabalhadores no marco zero estava com temperaturas pelo menos duas vezes maiores por estar no subsolo e nos poços dos elevadores, bem abaixo da superfície.

          Metal derretido            Temp registradas pela NASA

Durante o colapso das torres gêmeas hastes de metal pesando muitas toneladas foram ejetadas lateralmente a mais de 150 metros de distância com velocidades superiores a 100 km/h (ou 60 milhas por hora). Um vídeo que pode ser visto no YouTube (http://www.youtube.com/watch?v=eHnLlwqiu0A) mostra uma análise de David Chandler onde ele explica como calculou a velocidade horizontal desses objetos.

Metal sendo ejetado lateralmente

Uma seção do prédio pesando mais de 300 toneladas ficou incrustada no edifício da American Express a aproximadamente 120 metros de distância.

Pedaço do WTC incrustado no edifício da Amex

Alguns “especialistas” foram na televisão e disseram que esses pedaços do WTC foram ejetados lateralmente devido ao ar que estava sendo deslocado no núcleo do edifício que era essencialmente oco e estava sendo comprimido a medida que o topo vinha esmagando a parte de baixo. Mas tenha em mente que o ar sendo comprimido não tem uma direção preferencial para seguir, o normal seria ele tomar todo o andar e depois estourar todas as janelas ao mesmo tempo saindo do edifício. E como podemos ver na foto abaixo existiram jatos de ar em pontos bem abaixo da linha de destruição.

Jatos de ar no WTC

Nenhum outro prédio em volta das torres, além do WTC 7 que estava a uma distância maior, como pode ser visto no esquemático do complexo do WTC, desabou devido a fogo e danos causado pelos destroços das torres.

Esquemático do complexo WTC

O WTC 3, um prédio de 22 andares diretamente abaixo das torres foi dividido ao meio pelos destroços mais não desabou.

WTC 3

O WTC 4, um prédio de 9 andares foi quase completamente destruído mas a estrutura continuou em pé.

WTC 4

O WTC 5, tinha 9 andares, sofreu com um severo incêndio e danos causados pelos destroços mas não desabou.

WTC 5

O WTC 6, com 8 andares, sofreu danos enormes devido à destroços e incêndios mas não caiu.

WTC 6

Não podemos esquecer também que várias pessoas, entre elas Brian Clark, um gerente da firma Eurobrokers, conseguiram sair do topo das torres. Elas estavam acima do ponto de impacto, e conseguiram chegar no térreo se salvando. Se o fogo era quente o bastante para enfraquecer o aço, pelo menos 900º C, como essas pessoas fizeram isso?

Ao contrario do que ocorreu com as torres gêmeas, que causaram dano considerável nas estruturas adjacentes, o WTC 7 teve um colapso simétrico diretamente na sua própria base com um desmembramento total da estrutura de aço e danos limitado nas estruturas adjacentes como podemos ver nas fotos abaixo.

WTC 7 depois do colapso

Complexo do WTC depois dos colapsos

Bombeiros e diversas testemunhas relataram uma série de explosões antes e durante o colapso das torres como pode ser visto no vídeo ”Fireman Explosion Testimony” no YouTube (http://www.youtube.com/watch?v=IO1ps1mzU8o). E neste outro vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=CcRs1fv8i3I) chamado “Explosions on 911” vários bombeiros estão juntos de um telefone público ligando para casa dizendo para suas famílias que estão bem. De repente eles se assustam com um som muito alto de uma explosão. Essa é uma das explosões no WTC 7 que ocorreu muito antes do seu desabamento.

Conforme os edifícios foram se desintegrando criou-se uma nuvem do tipo piroclástica de concreto pulverizado que é muito mais comum de ser vista em erupções vulcânicas do que em desabamentos de edifícios.

Nuvem piroclástica

Foram encontradas evidências do incendiário Thermite nas amostras de aço coletadas. Esse material que é uma combinação de alumínio com óxido de ferro atinge temperaturas de 2400º C em 2 segundos e é normalmente usado em demolições controladas para cortar as colunas de aço das estruturas. Neste vídeo “9/11 Experiments: The Great Thermate Debate” de Jonathan Cole (http://www.youtube.com/watch?v=5d5iIoCiI8g) vemos um experimento onde a thermite é usada para cortar uma viga de aço. Uma vez que se consegue que os dois materiais comecem a reagir, a energia liberada é tão grande que derrete o aço.

Pedaços de metal do WTC. São evidências de aço derretido e erosão severa por alta temperatura documentado pela FEMA no Apêndice C do seu relatório. Análises subseqüentes ainda revelaram a assinatura de thermite.

Além de thermite, um material que não deveria estar no WTC, um grupo de cientistas liderados pelo físico Steven Jones encontrou em amostras de poeira (aquelas nuvens de concreto pulverizado) o que eles chamaram de nano-thermite. As suas descobertas foram publicadas no Open Chemical Physics Journal, volume 2, no artigo “Active Thermitic Material Discovered in Dust from the 9/11 World Trade Center Catastrophe” e foram confirmadas pelo engenheiro químico Mark Basile que encontrou o mesmo material. Diferente de thermite, um material incendiário, a nano-thermite é explosiva.

A primeira coisa que encontraram foram micro-esferas ricas em ferro (fotos abaixo) que são uma assinatura de uma reação thermítica. Além deles a USGS (United States Geological Survey), uma agência governamental, e a empresa ambiental RJ Lee também encontraram essas esferas.


Então Steve Jones com a ajuda do físico Jeff Ferrer, um perito no uso dos microscópios eletrônicos de varredura e transmissão, descobriram as lascas vermelho/cinzas que são nano-thermite não reagida.

Lascas vermelho/cinza

A nano-thermite é basicamente composta de alumínio e óxido de ferro, como a thermite, em uma matriz de silício com adição de carbono, um componente orgânico usado para gerar gás tornando o material explosivo. O que fez esses cientistas a caracterizar esse tipo de thermite como nano-thermite foi justamente a sua escala. Esse material só começa a reagir quando a temperatura chega a 430º C, então para ele ser usado é necessário algum incendiário para gerar essa temperatura. Então, uma vez que ela é iniciada o oxigênio passa do óxido de ferro para o alumínio liberando grandes quantidades de energia e gerando ferro derretido.

Para que as micro-esferas sejam criadas a única explicação plausível, até o momento, é que quando a nano-thermite explode, é gerado ferro derretido que é ejetado muito rapidamente no ar e, similarmente quando chove que a água cai em forma de gotículas, esse ferro derretido formou gotículas que se resfriaram rapidamente antes de atingir o solo, formando as micro-esferas.

Se vamos analisar o colapso das torres do WTC precisamos pelo menos ter uma noção de como as torres foram construídas e algumas características são realmente muito interessantes.

O núcleo de cada torre era um retângulo de 26.5 por 40.5 metros, divididos em 47 colunas de aço que variavam de 91.5 por 40.5 centímetros até 132 por 56 centímetros e eram muito mais espessas na base que no topo. Nesse núcleo era onde ficavam os elevadores (cada torre tinha 99), escadas, dutos de manutenção e canos, ou seja, apesar de ter essa estrutura de aço massiva no centro, para sustentar o edifício, o núcleo era basicamente vazio.

Torre do WTC sendo construída
Esquemático da torre do WTC

Já as paredes do perímetro externo eram compostas de densas malhas de colunas de aço verticais com uma camada de placas de aço envolvendo cada piso.

Montagem da camada externa

Essa camada externa foi construída com peças de aço pré-fabricadas que consistiam de 3 colunas verticais com 3 placas de aço horizontais soldadas juntas. Peças adjacentes foram aparafusadas, coluna com coluna em cima e em baixo e placas horizontais com suas vizinhas de um lado e do outro, com inúmeros parafusos.

Peças usadas na camada externa

Existiam 59 colunas na camada externa de cada face e uma coluna em cada canto chanfrado, totalizando 240 colunas externas em cada torre. E como nas colunas no núcleo, na base elas eram muito mais espessas que no topo.

Torre em construção

As torres eram sustentadas por essa camada externa, que enrijecia sua estrutura, junto com as colunas do núcleo tornando-a muito eficiente para suportar cargas de vento laterais. E de acordo com Frank Demartini, gerente do projeto de construção do WTC, elas foram projetadas para resistir ao impacto de um ou mais aviões de linhas aérias, ou seja, essa estrutura deveria agüentar o impacto de aviões Boing 707, o maior avião comercial da época. E apesar de o 707 ser menor que o 767 a energia cinética dos dois é equivalente já que o 707 viaja a velocidades superiores.

Esquemático da estrutura do WTC

O WTC 7 era um arranha-céu de 47 andares que não foi atingido por um avião e teve pequenos danos causados pelo colapso das torres gêmeas. Era possível ver incêndios esparsos no prédio (foto abaixo) mas nada preocupante e de acordo com NIST estes incêndios fizeram as colunas cederem e o prédio vir abaixo. 

Incêndios esparsos no WTC 7

O interessante é que o prédio não desabou como esperado onde o fogo vai gradualmente causando pequenos danos e o colapso ocorre de forma assimétrica pelo caminho de menor resistência. Apenas olhe o fogo consumir a lenha em uma lareira, ele vai gradualmente consumindo a madeira e causando colapsos assimétricos e localizados.

Agora vamos ao ponto que faria Newton rolar em seu túmulo. O desabamento tem uma aceleração de queda livre, ou seja, a aceleração da gravidade e, não podemos esquecer, ocorre pelo caminho de maior resistência. E isso é realmente importante porque só é possível ocorrer quando as colunas de suporte são removidas simultaneamente por toda a estrutura. Deixe-me explicar, vamos precisar de um pouco de física básica (as leis de Newton), nada que não tenhamos aprendido no segundo grau, para provar que outras forças estavam envolvidas na destruição, pelo simples fato de que é impossível o edifício atingir uma aceleração de queda livre apenas com a força da gravidade atuando.

A aceleração da gravidade não é nada mais que a taxa com que a velocidade de um objeto aumenta em queda livre, desconsiderando a resistência do ar. Ela faz com que um objeto aumente sua velocidade em aproximadamente 9.78 m/s a cada segundo (normalmente abreviamos para 9.78 m/s2). Ela tem pequenas variações em cada local do planeta, mas em Nova York é de 9.808 m/s2.

Isaac Newton mostrou que a aceleração de um objeto é governada pela massa desse objeto e a força resultante agindo nele (2ª Lei de Newton: F = m x a). Se a aceleração de queda de um objeto é igual à aceleração da gravidade, então a força resultante é somente a força da gravidade.

Além disso, a Terceira Lei de Newton nos diz que quando objetos interagem, eles exercem forças iguais e opostas entre eles. Então conforme um objeto está caindo se ele exerce qualquer força em objetos no seu caminho, esses mesmos objetos vão exercer a mesma força em sentido oposto, ou seja, para cima, que diminuirá a aceleração da queda. Se um objeto é observado em queda livre podemos seguramente concluir que nada no seu caminho exerce uma força para freiá-lo e pela Terceira Lei de Newton o objeto em queda não pode estar se chocando com nenhum outro objeto também.

Normalmente quando o topo de um prédio desaba esperaríamos ver a parte que está caindo bater na parte de baixo exercendo uma força considerável. Mas não é o que ocorre no WTC 7 e sabemos disso porque a parte de cima do WTC 7 caiu em queda livre e não próximo de queda livre.  Ele caiu por quase 2.5 segundos em uma taxa de queda livre, ou seja, 9.808 m/s2. Se o topo tivesse esmagado a parte de baixo, a parte de baixo teria reagido com uma força de mesma intensidade mas oposta que teria diminuído a aceleração de queda. Como a queda não diminuiu, podemos concluir que a força de interação foi zero, nas duas direções.

Uma análise foi feita por David Chandler e postada no YouTube (http://www.youtube.com/user/ae911truth#p/u/58/CpAp8eCEqNA) usando um programa específico para análise em um vídeo da CBS feito com uma câmera fixa apontada quase perpendicularmente para a parede norte. Essa ferramenta permitiu obter dados de distância e tempo conforme o edifício desmoronava. A partir desses dados foi possível calcular a velocidade (distância / tempo) de queda do prédio e a aceleração (velocidade / tempo) e construir o gráfico abaixo. O processo foi calibrado com as alturas de dois pontos no prédio fornecidos no relatório do NIST de agosto de 2008. As medidas indicam que abruptamente o prédio caiu, por aproximadamente 2.5 segundos, em queda livre. Isso é equivalente a 8 andares de queda na qual a parte que estava caindo não encontrou resistência alguma. Por outros 8 andares encontrou resistência mínima, e mesmo assim continuou acelerando, mas em uma taxa menor que de queda livre. Apenas depois desses 16 andares de queda, começou a haver interação significativa com a estrutura abaixo e desacelerou.

Velocidade x Tempo do WTC7

No gráfico temos que o eixo horizontal é a medida de tempo (Time) em segundos e o eixo vertical é a medida de velocidade (Velocity) em metros por segundo. A velocidade está em números negativos porque é para baixo sendo o mesmo válido para a aceleração (Acceleration) que é a relação entre a velocidade e o tempo. Vemos claramente três estágios de aceleração, o primeiro que dura quase 1 segundo onde o prédio tremula perdendo a rigidez e começa a cair, o segundo onde temos a aceleração de queda livre, indicado pela reta azul, por aproximadamente 2.5 segundos e o terceiro que dura um pouco menos de 1 segundo onde a taxa de aceleração diminui e então ele para.

Para aqueles que estão pensando que a queda livre ocorreu apenas por 2.5 segundos e não todo o desmoronamento e pode ser explicada de alguma forma se considerarmos o processo como um todo não se iludam. O fato é que mesmo 2.5 segundos de queda livre não é consistente com nenhum cenário natural envolvendo enfraquecimento, envergamento ou esmagamento porque nesse tipo de cenário existiriam enormes forças de interação com a estrutura de baixo que teria diminuído a queda. Sabendo que mesmo em demolições controladas não são removidas estruturas suficiente para ocorrer queda livre, como poderia um incêndio de móveis de escritório ser mais destrutivo? Juntando ainda a remoção em sincronia das colunas de suporte por todo o perímetro do prédio como visto pelo desnível do terraço, pelo abrupto colapso e pela transição imediata de total suporte para queda livre concluí-se que um colapso natural com aceleração da gravidade não é possível. Mas, no entanto ocorreu, o que significa que não foi um colapso natural, outras forças estavam envolvidas que destruíram as colunas de suporte do WTC 7.

David Chandler também fez uma análise do desabamento da Torre Norte (WTC 1) que pode ser vista no YouTube (http://www.youtube.com/watch?v=32-Ctx7MhKY). E do mesmo modo que a explicação oficial para o desabamento do WTC 7 contradiz com as leis da física a do WTC 1 também é inconsistente porque a aceleração que o topo da torre adquire conforme cai é uma conseqüência da desintegração da parte de baixo do edifício e não a causa.

As torres gêmeas do WTC foram destruídas de cima para baixo, especificamente, a seção do edifício do 98º andar para cima aparenta se soltar e acelerar em direção ao solo através dos 98 andares abaixo.

Para a análise ele usou um vídeo de alta qualidade de Etienne Sauret (versão similar no YouTube http://www.youtube.com/watch?v=xGAofwkAOlo) apontado para a face norte, identificável devido ao buraco do impacto do avião. O vídeo foi escolhido porque mostra uma vista quase nivelada e perpendicular da face da torre de uma câmera estacionária ao longe. Usando a ferramenta de análise de vídeo foi possível adquirir dados de distância e tempo e calcular a aceleração da queda. A base de tempo foi calibrada com as informações do padrão NTSC, ou seja, 29.97 quadros por segundo (fps – frames per second). A escala vertical foi calibrada pelo espaçamento entre os andares que é conhecido, 3.66 metros. A posição vertical do teto foi marcada a cada seis quadros (0.2 segundos) e a queda foi seguida até o momento em que o teto desaparece atrás da nuvem de poeira, ou seja, por aproximadamente 32 metros. Os dados obtidos estão na tabela abaixo:


Na 1ª coluna temos os frames que são os quadros (começa no 216 porque o vídeo não começa no momento do desabamento), na 2ª o tempo (o 0.00 é quando começa o desabamento), na 3ª a componente do comprimento vertical e na última temos a velocidade computada. Esses dados geraram o gráfico abaixo.

Velocidade x Tempo do WTC1

O gráfico da velocidade vs tempo mostra uma aceleração quase uniforme do 6º ponto computado em diante. Quando o teto começa a cair, rapidamente passa para uma aceleração quase uniforme de -6,31 m/s2.

A análise seguinte se baseia na teoria “bate-estaca” de Bazant considerando o topo do edifício como uma massa sólida m. As únicas forças relevantes agindo no bloco em queda são a gravidade (P = mg) e uma força normal (N) para cima devido a interação com a seção de baixo do edifício. Aplicando a Segunda Lei de Newton temos que a força resultante (força da gravidade menos a força normal) é igual a massa vezes a aceleração:

mg - N = ma

reorganizando temos que:
N = mg - ma

Como mostrado no gráfico a aceleração (a) do sexto ponto em diante é de -6,31 m/s2, que é o mesmo que 64% da aceleração da gravidade (0.64g). Então nossa equação fica:

N = mg - 0,64mg = 0,36mg

Então a força normal (N) para cima é de 36% do peso do bloco que está em cima como mostrado na figura abaixo.


Evocando a Terceira Lei de Newton ficamos com uma situação muito estranha. Como as forças de interação são iguais e opostas o bloco em queda exerce uma força de apenas 36% do seu peso na seção de baixo do edifício. Em outras palavras, desde que o bloco em queda esteja acelerando nós temos um resultado contra-intuitivo que a força exercida na parte de baixo do edifício é significantemente menor que o peso do bloco estático. É difícil imaginar como o bloco de cima exercendo uma força de apenas 36% do peso do bloco estático poderia destruir a seção de baixo maior, mais forte e sem danos quando o edifício em si foi projetado para agüentar várias vezes seu próprio peso.

O fato que um bloco com aceleração poderia exercer uma força menor que seu próprio peso no bloco alvo pode ser difícil de aceitar intuitivamente, mas isso é porque nossa experiência diz que o bloco alvo iria resistir ao impacto destrutivo. Um martelo se movendo rapidamente e atingindo um prego em um bloco sólido de madeira normalmente exerce uma força no prego muito maior que o peso do martelo. Mas isso é verdade apenas se o prego resistir ao impacto. A força maior que impele o prego para dentro da madeira é igualada por outra força que simultaneamente desacelera o martelo, e é por isso que várias marteladas são necessárias. No entanto, se o prego for colocado em um bloco de isopor, ele não irá resistir ao impacto. Ele será impelido para dentro do bloco com muita pouca força. O martelo irá encontrar uma resistência tão insignificante que será capaz de acelerar o tempo todo. No caso do WTC 1, o bloco em queda age como um martelo impelindo o prego pelo isopor, mas olhando por outro ângulo, é a interface entre os blocos que é “macia”. Outra coisa além do bloco em queda (explosivos?) precisa estar destruindo a integridade estrutural da zona de interface que oferece apenas uma pequena fração da resistência que foi projetada.

Jonathan Cole fez experimentos onde demonstra como um objeto em queda livre exerce uma força menor que seu peso. O vídeo está no YouTube e se chama “9/11 Experiments: Newton vs. NIST” (http://www.youtube.com/watch? v=tejFUDlV81w). Ele também demonstrou como um bloco (topo do edifício) caindo em cima de uma coluna de blocos montados uns sobre os outros (o resto do edifício) não consegue destruir a coluna. Vídeo “Jonathan Cole - 9/11: Collapse vs Demolition“ (http://www.youtube.com/watch?v=XkXeNawHFFo). É muito instrutivo assistir esses vídeos.

Mesmo assim, podem querer argumentar que em termos da resistência dos vários materiais, que o impacto do bloco em queda poderia destruir a seção de baixo do edifício, mas o fato é que não poderia destruir mantendo uma aceleração constante. Além disso, se analisarmos em termos de momento temos que qualquer aumento de força na seção de baixo do edifício precisa ser acompanhada por uma perda de momento no bloco em queda para desacelerar. Por isso ele deveria experimentar um “solavanco” que seria visível no vídeo. Mas o fato é que o bloco continua a se mover para baixo sem desacelerar, fica claro que não existiu nenhum “solavanco” apesar da acentuada deformação do edifício nos primeiros três segundos.

Juntando essas análises com as outras evidências mostradas é evidente que alguma forma de demolição controlada estava ocorrendo, mas não uma como já vimos, porque o edifício foi destruído de cima para baixo, os destroços não ficaram contidos na própria base e diversas partes da estrutura foram ejetadas lateralmente por vários metros causando danos nos prédios adjacentes.

Então podemos concluir que uma vez que o desabamento não foi causado de forma natural, ele necessariamente foi causado pelo homem. E, como argumentei foi uma demolição controlada que, com certeza, foi planejada antes de 11 de setembro. E se foi planejada antecipadamente então temos uma conspiração e não uma teoria da conspiração. Porque aconteceu e necessariamente diversas pessoas estavam envolvidas com objetivo de demolir o edifício o que significa que o governo dos EUA mentiu descaradamente para justificar duas invasões que desafiaram a Lei Internacional e a Convenção de Genebra e já mataram mais de 1.5 milhão de pessoas.

Agora apesar de todas essas informações se ainda existir dúvida que o governo dos EUA não seria capaz de mentir sobre uma coisa dessas, pesquisem sobre o incidente no Golfo de Tonkin. Esse evento é considerado a principal causa dos EUA entrarem de cabeça na Guerra do Vietnã. A história oficial foi que uma embarcação dos EUA tinha sido atacada pelos norte-vietnamitas no golfo de Tonkin. Mas essa história caiu por terra quando Daniel Elsberg vazou para a mídia os Documentos do Pentágono (Pentagon Papers) que tinham sido encomendados pelo Departamento de Estado para registrar a verdadeira história da Guerra do Vietnã. Então ficamos sabendo que o incidente no golfo de Tonkin nunca ocorreu, foi fabricado para a população dos EUA como uma justificativa para a entrada na guerra.

Outros documentos, desclassificados, que também sugerem o que o governo dos EUA é capaz são os Documentos Northwood. Com eles ficamos sabendo como os militares pretendiam abater aviões de linhas aéreas, com ou sem passageiros, e culpar Cuba para justificar uma invasão, na década de 1960. Eles foram assinados pelos comandantes militares e faltou apenas a assinatura do presidente para ser autorizado.

Richard Feynman um dos maiores físicos da atualidade, e um dos cientistas responsáveis por descobrir a causa da explosão do ônibus espacial Challenger, em 1986, certa vez disse “Não importa o quão bonita sua teoria é, não importa o quão inteligente você é. Se ela não concordar com o experimento, está errada.”


Nota:

A maioria dos vídeos a que me refiro pode ser encontrada também na página http://911speakout.org junto com mais informações relevantes.


Fontes:

Artigos

Destruction of the World Trade Center North Tower and Fundamental Physics (Running Title: Downward Acceleration of WTC 1) por David Chandler

Freefall and Building 7 on 9/11 por David Chandler

Active Thermitic Material Discovered in Dust from the 9/11 World Trade Center Catastrophe por Niels H. Harrit, Jeffrey Farrer, Steven E. Jones, Kevin R. Ryan, Frank M. Legge, Daniel Farnsworth, Gregg Roberts, James R. Gourley, Bradley R. Larsen, publicado no Open Chemical Physics Journal, volume 2, pag 7-31.


Páginas da internet

Página do Architects & Engineers for 9/11 TRUTH

Pentagon Papers

Northwood Documents

Wikipedia – World Trade Center


Filmes documentários

9/11: Blueprint For Truth – palestra de Richard Gage do AE911Truth

Loose Change (final cut) de Dylan Avery

911 – In Plane Site (director’s cut) de Dave vonKleist  & William Lewis

Zero: An Investigation Into 9-11 de Giulietto Chiesa, Franco Fracassi, Francesco Trento, Thomas Torelli & Paolo Jormi Bianchi