quarta-feira, 17 de abril de 2013

Chernobil: Consequências da Catástrofe para as Pessoas e o Meio Ambiente


Artigo científico mostrando como o acidente da Usina Nuclear de Chernobil pode ter ceifado a vida de quase 1 milhão de pessoas durante os primeiros 23 anos após a tragédia. Traduzi a última parte porque são as conclusões dos autores, ou seja, o que ocorreu com as pessoas e o meio ambiante devido a radiação.

Tradução da parte 15 (pág 318 a 327) do artigo “Chernobyl - Consequences of the Catastrophe for People and the Environment” por Alexey V. YABLOKOV, Vassily B. NESTERENKO e Alexey V. NESTERENKO publicado pela Academia de Ciências de Nova York no “Annals of the New York Academy of Sciences”, Volume 1181 em 2009.

*Se alguém identificar erros na tradução insisto que deixe um comentário uma vez que existem muitos termos técnicos da área médica e nuclear.




Chernobil: Consequências da Catástrofe para as Pessoas e o Meio Ambiente

15. Consequências da Catástrofe de Chernobil para Saúde Pública e o Meio Ambiente 23 Anos Depois
Por Alexey V. Yablokov, Vassily B. Nesterenko, e Alexey V. Nesterenko



Mais de 50% dos radionuclídeos de Chernobil foram dispersos fora da Bielorrússia, Ucrânia e da Rússia europeia e provocou precipitações tão distantes como na América do Norte. Em 1986 quase 400 milhões de pessoas viviam em áreas contaminadas radioativamente com um nível superior a 4 kBq/m2 e cerca de 5 milhões de pessoas ainda estão sendo expostas a níveis perigosos de contaminação. O aumento da morbidade, envelhecimento precoce, e mutações foi observado em todos os territórios contaminados que foram estudados. O aumento nas taxas de mortalidade total para os primeiros 17 anos na Rússia europeia foi de até 3,75% e na Ucrânia, foi de até 4,0%. Os níveis de radiação interna estão aumentando devido às plantas que absorvem e reciclam Cs-137, Sr-90, Pu e Am. Nos últimos anos os níveis internos de Cs-137 ultrapassaram 1 mSv/ano, que é o considerado "seguro", esses devem ser reduzidos para 50 Bq/kg em crianças e 75 Bq/kg em adultos. Práticas úteis para fazer isso incluem a aplicação de fertilizantes minerais em terras agrícolas, lignina organossolúvel e K em florestas e consumo individual regular de solventes parentéricos de pectina natural. Ajuda internacional em larga escala é necessária para fornecer proteção contra radiação para as crianças, especialmente na Bielorrússia, onde ao longo dos próximos 25 a 30 anos radionuclídeos continuarão a contaminar plantas através das camadas das raízes no solo. Populações irradiadas de plantas e animais exibem uma variedade de deformidades morfológicas e têm níveis significativamente mais elevados de mutações que eram raras antes de 1986. A zona de Chernobil é um "buraco negro": algumas espécies persistem apenas através da migração de áreas não contaminadas.


A explosão do quarto bloco da central nuclear de Chernobil na Ucrânia em 26 de abril de 1986 foi o pior acidente tecnogênico da história. A informação apresentada nas primeiras 14 partes deste volume foi abstraída a partir dos milhares de artigos científicos e outros materiais citados. O que se segue aqui é um resumo dos principais resultados desta meta-análise das consequências da catástrofe de Chernobil.

A principal abordagem metodológica desta meta-análise é revelar as consequências de Chernobil, comparando as diferenças entre populações, incluindo territórios ou subgrupos que tiveram e têm diferentes níveis de contaminação, mas são comparáveis ​​entre si em suas características étnicas, biológicas, sociais e econômicas. Esta abordagem é claramente mais válida do que tentar encontrar correlações "estatisticamente significativas" entre as diversas doses recebidas pelas populações que são impossíveis de quantificar após o fato e os resultados na saúde que são definidos precisamente por dados de morbidade e mortalidade.

15.1. A Escala Global da Catástrofe

1. Como resultado da catástrofe, 40% da Europa foi contaminada com radioatividade perigosa. A Ásia e América do Norte também foram expostas a quantidades significativas de precipitação radioativa. Países contaminados incluem a Áustria, Finlândia, Suécia, Noruega, Suíça, Romênia, Grã-Bretanha, Alemanha, Itália, França, Grécia, Islândia e Eslovênia, bem como amplos territórios na Ásia, incluindo a Turquia, Geórgia, Arménia, os Emirados, China, e norte da África. Cerca de 400 milhões de pessoas estavam em áreas onde a radioatividade excedeu o nível de 4 kBq/m2 (≥ 0,1 Ci/km2) durante o período de abril a julho de 1986.

2. A Bielorrússia em especial foi fortemente contaminada. Vinte e três anos depois da catástrofe cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo cerca de 1 milhão de crianças, vivem em vastas áreas da Bielorrússia, Ucrânia e Rússia europeia, onde níveis perigosos de contaminação radioativa persistem (ver Capítulo 1).

3. A reivindicação da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o Comitê Científico das Nações Unidas sobre os Efeitos da Radiação Atômica (UNSCEAR), e vários outros grupos que a precipitação radioativa de Chernobil acrescentou "apenas" 2% a radiação de fundo natural ignora vários fatos:
• Primeiro, muitos territórios continuam a ter níveis perigosamente elevados de radiação.
• Segundo, altos níveis de radiação foram espalhados por toda parte nas primeiras semanas depois da catástrofe.
• Terceiro, haverá décadas de contaminação crônica de baixo nível, após a
catástrofe (Fig. 15.1).
• Quarto, cada aumento de radiação nuclear tem um efeito sobre as células somáticas e reprodutivas de todos os seres vivos.

4. Não há justificativa científica para o fato de que especialistas da AIEA e da Organização Mundial da Saúde (OMS) (Chernobyl Forum, 2005) terem negligenciado completamente os extensos dados sobre as consequências negativas da contaminação radioativa em outras áreas além da Bielorrússia, Ucrânia e Rússia europeia, onde cerca de 57% dos radionuclídeos de Chernobil foram depositados.

15.2. Obstáculos para a Análise das Consequências de Chernobil

1. Entre as razões que complicam uma estimativa em escala global do impacto da catástrofe de Chernobil na saúde estão as seguintes:
Política oficial de segredo e falsificação irreparável das estatísticas médicas na União Soviética nos primeiros 3,5 anos depois da catástrofe.
• Falta de estatísticas médicas confiáveis e detalhadas na Ucrânia, Bielorrússia e Rússia.
• Dificuldade em estimar as reais doses radioativas individuais, em vista de: (a) reconstrução das doses nos primeiros dias, semanas e meses após a catástrofe, (b) incerteza quanto à influência departículas quentes” individuais; (c) problemas quanto à contaminação desigual e irregular, e (d) a incapacidade para determinar a influência de cada um dos muitos radionuclídeos, isoladamente e combinados.
Inadequação do conhecimento moderno, quanto a: (a) o efeito específico de cada um dos muitos radionuclídeos; (b) sinergia das interações de radionuclídeos entre si e com outros fatores ambientais, (c) diferenças da radiossensibilidade da população e individual; (d) impacto das taxas e doses ultrabaixas e (e) o impacto da radiação absorvida internamente em vários órgãos e sistemas biológicos.

2. A demanda dos especialistas da AIEA e OMS que exigiram uma "correlação significativa" entre os níveis imprecisamente calculados de radiação individual (e, portanto, grupos de indivíduos) e as doenças diagnosticadas com precisão como a única prova concreta associando doenças com a radiação de Chernobil não é, em nosso ponto de vista, cientificamente válido.

3. Acreditamos que é cientificamente incorreto rejeitar dados gerados por muitos milhares de cientistas, médicos e outros especialistas que observaram diretamente o sofrimento de milhões de pessoas afetadas pela precipitação radioativa na Bielorrússia, Ucrânia e Rússia como "incompatíveis com protocolos científicos." É cientificamente válido encontrar maneiras de extrair informações válidas a partir desses dados.

4. A informação objetiva sobre o impacto da catástrofe de Chernobil sobre a saúde pode ser obtida de várias maneiras:
• Comparar a morbidade e a mortalidade de territórios com idênticos aspectos fisiográficos, sociais e econômicos e que diferem apenas nos níveis e espectro da contaminação radioativa a que foram e estão sendo expostos.
• Comparar a saúde do mesmo grupo de indivíduos durante períodos específicos após a catástrofe.
• Comparar a saúde do mesmo indivíduo em relação a desordens ligadas à radiação e que não são função da idade ou sexo (e.g., ​​aberrações cromossómicas estáveis).
• Comparar a saúde dos indivíduos que vivem em territórios contaminados medindo o nível de Cs-137, Sr-90, Pu e Am incorporado. Este método é especialmente eficaz na avaliação de crianças que nasceram depois da catástrofe.
• Correlacionar alterações patológicas em órgãos específicos, medindo os níveis de radionuclídeos incorporados.

A documentação objetiva das consequências da catástrofe requer a análise do estado de saúde de cerca de 800,000 liquidadores (as pessoas responsáveis pela limpeza de Chernobil), centenas de milhares de desabrigados, e aqueles que voluntariamente deixaram os territórios contaminados da Bielorrússia, Ucrânia e Rússia (e seus filhos), que estão vivendo agora fora destes territórios, até mesmo em outros países.

5. É necessário determinar territórios na Ásia (incluindo o Transcáucaso, Irã, China, Turquia, Emirados), norte da África e América do Norte que foram expostos à precipitação de Chernobil de abril a julho de 1986 e analisar as estatísticas médicas detalhadas destes territórios e seus arredores.

15.3. Consequências para a Saúde devido à Chernobil

1. Um aumento significativo da morbidade geral é aparente em todos os territórios estudados contaminados por Chernobil.

2. Dentre específicos transtornos de saúde associados à radiação de Chernobil, houve um aumento da morbidade e prevalência dos seguintes grupos de doenças:
Sistema circulatório (devido principalmente à destruição radioativa do endotélio, o revestimento interno dos vasos sanguíneos).
• Sistema Endócrino (especialmente patologias de tireoide não-maligna).
• Sistema Imunológico ("AIDS de Chernobil," aumento da incidência e da gravidade de todas as doenças).
Sistema respiratório.
Trato urogenital e distúrbios reprodutivos.
Sistema esquelético-muscular (incluindo alterações patológicas na estrutura e composição dos ossos: osteopenia e osteoporose).
• O sistema nervoso central (alterações nos lobos frontal, temporal e ocipitoparietal do cérebro, acarretando inteligência diminuída e distúrbios mentais e comportamentais).
• Olhos (catarata, destruição vítrea, anomalias de refração e desordens conjuntivas).
Aparelho digestivo.
• Malformações congênitas e anomalias (incluindo, anteriormente, raros defeitos múltiplos dos membros e cabeça).
Câncer de tireoide (Todas as previsões relativas a este câncer foram errôneas; cânceres de tireoide relacionados com Chernobil se instalam rapidamente e tem desenvolvimento agressivo, atingindo tanto crianças como adultos. Após a cirurgia, as pessoas se tornam dependentes de medicamentos para reposição hormonal por toda a vida).
• Leucemia (câncer no sangue), não apenas em crianças e liquidadores, mas na
população adulta em geral dos territórios contaminados.
• Outras neoplasias malignas.

3. Outras consequências para a saúde da catástrofe:
• Alterações no equilíbrio biológico do organismo, levando ao aumento do número de doenças graves devido à toxicoses intestinais, infecções bacterianas e sepse.
• Intensificação das doenças infecciosas e parasitárias (por exemplo, hepatites virais e viroses respiratórias).
• Maior incidência de problemas de saúde em crianças nascidas de pais irradiados (tanto de liquidadores quanto indivíduos que deixaram os territórios contaminados), especialmente aqueles irradiados no útero. Estes distúrbios envolvem praticamente todos os órgãos e sistemas do corpo, também incluem mudanças genéticas.
Estado catastrófico da saúde dos liquidadores (especialmente aqueles que trabalharam em 1986-1987).
Envelhecimento prematuro tanto de adultos quanto crianças.
• Maior incidência de mutações múltiplas genéticas e somáticas.

4. Doenças crônicas associadas à contaminação radioativa estão disseminadas em liquidadores e na população vivendo em territórios contaminados. Entre esses indivíduos polimorbidade é comum, ou seja, as pessoas são muitas vezes afetadas por múltiplas doenças ao mesmo tempo.

5. Chernobil “enriqueceu” a medicina no mundo com termos como "rejuvenescimento do câncer", bem como três novas síndromes:
• "Distonia vegetovascular" – regulação disfuncional do sistema nervoso envolvendo órgãos cardiovasculares e outros (também chamado de disfunção do sistema nervoso autônomo), com sinais clínicos que se apresentam em um contexto de estresse.
• "Radionuclídeos de longa-vida incorporados" – distúrbios funcionais e estruturais dos sistemas cardiovascular, nervoso, endócrino, reprodutivo entre outros devido aos radionuclídeos absorvidos.
• "Lesões agudas de inalação no sistema respiratório superior" – uma combinação de rinite, irritação na garganta, tosse seca, dificuldade para respirar e falta de ar devido ao efeito da inalação de radionuclídeos, incluindo "partículas quentes".

6. Várias novas síndromes, refletindo o aumento da incidência de algumas doenças, apareceram depois de Chernobil. Entre elas:
• "Síndrome da fadiga crônica" – fadiga excessiva e sem alívio, fadiga sem causa aparente, depressão periódica, perda de memória, dores articulares e musculares difusas, calafrios e febre, alterações frequentes de humor, sensibilidade linfonodal cervical, perda de peso, e também é frequentemente associada com disfunção do sistema imunológico e doenças do sistema nervoso central.
• "Síndrome da doença de irradiação prolongada" – uma combinação de fadiga excessiva, tontura, tremores, e dor nas costas.
• "Síndrome do envelhecimento precoce" – uma divergência entre a idade física e cronológica com doenças características de idosos ocorrendo em jovens.

7. Síndromes específicas de Chernobil como "irradiação no útero", "AIDS de Chernobil", "coração de Chernobil", "membros de Chernobil", e outras aguardam descrições médicas mais detalhadas e definitivas.

8. O quadro completo de deterioração da saúde nos territórios contaminados ainda está longe de completa, apesar de uma grande quantidade de dados. A pesquisa médica, biológica e radiológica precisa aumentar e ser apoiada para fornecer o quadro completo das consequências de Chernobil. Em vez disso, essa pesquisa tem sido suprimida na Rússia, Ucrânia e Bielorrússia.

9. Deterioração da saúde pública (especialmente das crianças) nos territórios contaminados por Chernobil 23 anos depois da catástrofe não é devido ao estresse psicológico ou radiofobia, ou reassentamento, mas é sobretudo e principalmente devido à radiação de Chernobil. Sobreposto ao primeiro forte choque em 1986 está a contínua exposição crônica de radionuclídeos de pequenas doses com baixas taxas.

10. Fatores psicológicos ("fobia de radiação") simplesmente não podem ser a razão definitiva porque a morbidade continuou a aumentar durante alguns anos após a catástrofe, enquanto as preocupações quanto a radiação diminuíram. E qual é o nível de fobia de radiação entre ratazanas, andorinhas, rãs e pinheiros que demonstram semelhantes problemas de saúde, incluindo taxas de mutação aumentadas? Não há dúvida que fatores sociais e econômicos são terríveis para os doentes devido à radiação. Crianças doentes, deformadas e deficientes, morte de familiares e amigos, perda de emprego e deslocamento são sérios fatores de estresse financeiro e mental.

15.4. Número Total de Vítimas

1. As primeiras estimativas oficiais da AIEA e OMS previram poucos casos adicionais de câncer. Em 2005, o Chernobyl Forum declarou que o número total de mortos por causa da catástrofe seria de cerca de 9.000 e o número de doentes cerca de 200.000. Estes números não conseguem distinguir doenças e mortes relacionadas à radiação de mortalidade e morbidade natural de uma grande base populacional.

2. Logo após a catástrofe a expectativa média de vida diminuiu visivelmente enquanto morbidade e mortalidade aumentaram em crianças e idosos na União Soviética.

3. Comparações estatísticas detalhadas de territórios altamente contaminados com os territórios pouco contaminados mostraram um aumento na taxa de mortalidade na parte contaminada da Rússia europeia e Ucrânia de 3,75% e 4,0%, respectivamente, entre os primeiros 15 a 17 anos após a catástrofe.

4. De acordo com avaliações baseadas em análises detalhadas de estatísticas demográficas oficiais nos territórios contaminados da Bielorrússia, Ucrânia e Rússia europeia, o número de mortes adicionais por causa de Chernobil para os primeiros 15 anos após a catástrofe chega a cerca de 237.000 pessoas. É seguro assumir que o total de mortes devido a Chernobil do período de 1987 a 2004, atingiu cerca de 417.000 em outras partes da Europa, Ásia e África, e quase 170.000 na América do Norte, resultando em quase 824.000 mortes no mundo.

5. Os números de vítimas de Chernobil continuarão a aumentar por várias gerações.

15.5. Liberações de Chernobil e as Consequências Ambientais

1. O transporte de radionuclídeos de Chernobil de meia-vida longa pela água, ventos e animais migratórios causa (e continuará a causar) contaminação radioativa secundária a centenas e milhares de quilômetros de distância da central nuclear ucraniana Chernobil.

2. Todas as previsões iniciais de remoção rápida ou decaimento dos radionuclídeos de Chernobil do ecossistema estavam erradas: está levando muito mais tempo do que previsto porque eles recirculam. O estado geral de contaminação na água, ar e solo parece flutuar muito e a dinâmica da contaminação de Sr-90, Cs-137, Pu e Am ainda apresentam surpresas.

3. Como resultado da acumulação de Cs-137, Sr-90, Pu e Am na camada das raízes do solo, radionuclídeos continuaram a acumular nas plantas nos últimos anos. Movimentando-se com a água para as partes superiores das plantas, os radionuclídeos (que anteriormente tinham desaparecido da superfície) concentram-se nos componentes comestíveis, resultando em altas doses e níveis de radiação interna nas pessoas, apesar da decrescente quantidade total de radionuclídeos devido à desintegração natural ao longo do tempo.

4. Como resultado da bioacumulação de radionuclídeos, a quantidade nas plantas, fungos e animais pode aumentar 1.000 vezes em comparação com concentrações no solo e na água. Os fatores de acumulação e de transição variam consideravelmente em cada estação, mesmo para a mesma espécie, tornando difícil discernir níveis perigosos de radionuclídeos em plantas e animais que parecem ser seguros para comer. Apenas um monitoramento direto pode determinar os níveis reais.

5. Em 1986, os níveis de radiação em plantas e animais na Europa ocidental, América do Norte, Ártico, e Ásia oriental eram, por vezes, centenas e até milhares de vezes acima dos padrões aceitáveis. O pulso inicial de alto nível de radiação seguido pela exposição crônica a baixos níveis de radionuclídeos resultou em distúrbios morfológicos, fisiológicos e genéticos em todos os organismos vivos nas áreas contaminadas que foram estudados – plantas, mamíferos, aves, anfíbios, peixes, invertebrados, bactérias e vírus.

6. Vinte anos depois da catástrofe todos os animais de caça nas áreas contaminadas da Bielorrússia, Ucrânia e Rússia europeia têm altos níveis de radionuclídeos de Chernobil. Ainda é possível encontrar alces, javalis e corças que foram perigosamente contaminados na Áustria, Suécia, Finlândia, Alemanha, Suíça, Noruega e vários outros países.

7. Todas as populações afetadas de plantas e animais que foram objetos de estudos detalhados mostram uma grande variedade de deformidades morfológicas que eram raras ou desconhecidas antes da catástrofe.

8. A estabilidade do desenvolvimento individual (determinado pelo nível de simetria flutuante – um método específico para a detecção do nível de instabilidade do desenvolvimento individual) reduziu em todas as plantas, peixes, anfíbios, pássaros e mamíferos que foram estudados nos territórios contaminados.

9. O número dos grãos de pólen geneticamente anômalos e subdesenvolvidos e esporos no solo contaminado radioativamente por Chernobil indica uma perturbação geobotânica.

10. Todas as plantas, animais e micro-organismos que foram estudados nos territórios contaminados por Chernobil têm níveis significativamente mais elevados de mutações do que aqueles em áreas menos contaminadas. A exposição crônica à baixa dose nos territórios de Chernobil resulta em uma acumulação transgeracional de instabilidade genômica, que se manifesta com efeitos celulares e sistêmicos. As taxas de mutação em alguns organismos aumentaram durante as últimas décadas, apesar da diminuição no nível local de contaminação radioativa.

11. A vida selvagem na zona altamente contaminada de Chernobil, por vezes, parece florescer, mas a aparência é enganadora. De acordo com testes morfogenéticos, citogenéticos e imunológicos, todas as populações de plantas, peixes, anfíbios e mamíferos que foram estudados estão em condições precárias. Esta zona é análoga a um "buraco negro" – algumas espécies só perseveram ali através de migração de áreas não contaminadas. A zona de Chernobil é a "caldeira" microevolutiva onde os genes dos seres vivos estão se transformando, com consequências imprevisíveis.

12. O que aconteceu com ratazanas e sapos na zona de Chernobil evidencia o que pode acontecer aos seres humanos em gerações futuras: aumento das taxas de mutação, aumento da morbidade e mortalidade, expectativa de vida reduzida, diminuição da intensidade de reprodução e mudanças na proporção entre os sexos masculino/feminino.

13. Para uma melhor compreensão dos processos de transformação da vida selvagem nas áreas contaminadas por Chernobil, estudos científicos radiobiológicos e outros não devem ser interrompidos, como aconteceu em todos os lugares da Bielorrússia, Ucrânia e Rússia, mas devem ser ampliados e intensificados para melhor compreender e ajudar a mitigar as consequências esperadas e inesperadas.

15.6. Esforços Sociais e Ambientais para Minimizar as Consequências da Catástrofe

1. Para centenas de milhares de indivíduos (em primeiro lugar, na Bielorrússia, mas também em vastos territórios da Ucrânia, Rússia, e em algumas áreas de outros países) a radiação adicional de Chernobil ainda excede o nível considerado "seguro" de 1 mSv/ano.

2. Atualmente para as pessoas que vivem nas regiões contaminadas da Bielorrússia, Ucrânia e Rússia, 90% da dose de radiação nelas é devido ao consumo de alimentos locais contaminados, por isso medidas devem ser disponibilizadas para livrar seus corpos dos radionuclídeos incorporados (ver Capítulo IV. 12-14).

3. Várias medidas foram tomadas para produzir alimentos limpos e reabilitar o povo da Bielorrússia, Ucrânia e Rússia europeia. Estas incluem a aplicação de quantidades adicionais de fertilizantes selecionados, programas especiais para reduzir os níveis de radionuclídeos em produtos agrícolas e carne, organizar alimentos livre de radionuclídeos para escolas e creches e programas especiais para reabilitar crianças periodicamente realocando-as para locais não contaminados. Infelizmente essas medidas não são suficientes para aqueles que dependem de alimentos de suas hortas individuais, ou das florestas locais e cursos d’água.

4. É extremamente importante desenvolver medidas para diminuir o acúmulo de Cs-137 dos habitantes das áreas contaminadas. Estes níveis, que são baseadas em dados disponíveis sobre o efeito de radionuclídeos incorporados na saúde, são de 30 a 50 Bq/kg para crianças e de 70 a 75 Bq/kg para adultos. Em algumas aldeias da Bielorrússia, em 2006, algumas crianças tinham níveis de até 2.500 Bq/kg!

5. A experiência do Instituto BELRAD na Bielorrússia demonstrou que medidas de desincorporação devem ser introduzidas quando os níveis de Cs-137 se tornarem maiores que 25 a 28 Bq/kg. Isto corresponde a 0,1 mSv/ano, o mesmo nível que de acordo com a UNSCEAR uma pessoa inevitavelmente recebe de radiação externa vivendo nos territórios contaminados.

6. Devido ao consumo individual e familiar de alimentos e a variável disponibilidade local de alimentos, monitoramento permanente de radiação em produtos alimentares locais é necessário em conjunto com medições de níveis de radionuclídeos individuais, especialmente em crianças. Deve haver um enrijecimento generalizado nos níveis admissíveis de radionuclídeos em alimentos locais.

7. A fim de diminuir a radiação a um nível considerado seguro (1 mSv/ano) para aqueles em áreas contaminadas da Bielorrússia, Ucrânia e Rússia é considerado boa prática:
• Aplicar fertilizantes minerais pelo menos três vezes por ano em todas as terras agrícolas, incluindo hortas, pastos e campos de feno.
Adicionar lignina solúvel e K em ecossistemas florestais dentro de um raio de até 10 km de assentamentos para a redução efetiva de Cs-137 em cogumelos, nozes e frutas silvestres que são importantes alimentos locais.
• Fornecer consumo individual regular de solventes parentéricos de pectina natural (derivado de maçãs, groselhas, etc) durante 1 mês, pelo menos quatro vezes por ano e incluir sucos com pectina diariamente para crianças em creches e escolas para promover a excreção de radionuclídeos.
Adotar medidas preventivas em leite, carne, peixe, vegetais e outros produtos alimentares locais para reduzir os níveis de radionuclídeos.
• Usar solventes parentéricos (ferrocianetos, etc) quando animais de corte estiverem na engorda.

8. Para diminuir os níveis de doenças e promover a reabilitação é uma boa prática nas áreas contaminadas fornecer:
Avaliação individual anual de níveis reais de radionuclídeos incorporados usando um contador de radiação de corpo inteiro (para crianças, isto deve ser feito trimestralmente).
• Reconstrução de todos os níveis individuais de radiação externa do período inicial após a catástrofe usando ​​dosimetria EPR e medição de aberrações cromossômicas, etc. Isto deve incluir todas as vítimas, incluindo aqueles que saíram das áreas contaminadas liquidadores, evacuados e migrantes voluntários e seus filhos.
• Consultas genéticas obrigatórias nos territórios contaminados (e voluntária para
todos os cidadãos em idade fértil) devido aos graves riscos de malformações congênitas nos descendentes. Usando as características e o espectro de mutações no sangue ou na medula óssea de futuros pais, é possível definir o risco de dar à luz a uma criança com graves malformações genéticas e assim evitar tragédias familiares.
Diagnóstico pré-natal de graves malformações congênitas e apoio a programas de aborto para as famílias que vivem nos territórios contaminados da Bielorrússia, Ucrânia e Rússia.
• Triagem oncológica regular e práticas médicas preventivas e antecipatórias para a população dos territórios contaminados.

9. A catástrofe de Chernobil mostrou claramente que é impossível fornecer proteção contra a contaminação radioativa usando apenas recursos nacionais. Nos primeiros 20 anos, o dano econômico direto à Bielorrússia, Ucrânia e Rússia ultrapassou 500 bilhões de dólares. Para mitigar algumas das consequências, a Bielorrússia gasta cerca de 20% do seu orçamento anual nacional, a Ucrânia até 6% e a Rússia até 1%. Ajuda internacional em larga escala será necessária para proteger as crianças por pelo menos nos próximos 25 a 30 anos, especialmente aquelas na Bielorrússia porque os radionuclídeos permanecem nas camadas de raízes mais profundas do solo.

10. O não fornecimento de iodo estável em abril de 1986 para aqueles nos territórios contaminados levou a um aumento substancial no número de vítimas. Doenças de tireoide são uma das primeiras consequências quando uma usina nuclear falha, portanto um sistema confiável é necessário para levar esta substância química simples para todos aqueles no caminho da contaminação nuclear. Está claro que os países com usinas nucleares devem ajudar a todos os países estocar iodeto de potássio em caso de outra catástrofe da uma usina nuclear.

11. A tragédia de Chernobil mostrou que sociedades em qualquer lugar (e especialmente no Japão, França, Índia, China, Estados Unidos e Alemanha) devem considerar a importância da monitorização independente de radiação de alimentos e níveis individuais de radiação com o objetivo de amenizar o perigo e prevenir danos adicionais.

12. O monitoramento de radionuclídeos incorporados, especialmente em crianças, é necessário em torno de todas as usinas nucleares. Esta monitorização deve ser independente da indústria nuclear e os resultados devem ser disponibilizados para o público.

15.7. Organizações Associadas com a Indústria Nuclear Protegem a Indústria Primeiro – Não o Público

1. Uma lição importante da experiência de Chernobil é que especialistas e organizações ligadas à indústria nuclear têm rejeitado e ignorado as consequências da catástrofe.

2. Em apenas 8 ou 9 anos após a catástrofe um aumento generalizado de catarata foi admitido por autoridades médicas. O mesmo ocorreu com câncer de tireoide, leucemia e distúrbios do sistema nervoso central. Lentidão no reconhecimento de problemas óbvios e os atrasos resultantes na prevenção da exposição e mitigação dos efeitos jazem na porta de defensores da indústria nucleares mais interessados ​​em preservar o status quo do que ajudar milhões de pessoas inocentes que estão sofrendo sem terem culpa. É preciso mudar o acordo oficial entre a OMS e a AIEA (WHO, 1959) que fornece maneiras de ocultar do público qualquer informação que pode ser indesejada pela indústria nuclear.

15.8. É Possível Esquecer Chernobil

1. Os dados crescentes sobre os efeitos negativos da catástrofe de Chernobil para a saúde pública e a natureza não é uma boa sinalização para otimismo. Sem programas especiais nacionais e internacionais de larga escala, a morbidade e mortalidade nos territórios contaminados aumentarão. Moralmente é inexplicável o que os especialistas associados com a indústria nuclear dizem: "É hora de esquecer Chernobil".

2. Políticas sólidas e eficazes, nacionais e internacionais, para mitigar e minimizar as consequências de Chernobil devem ser baseadas no princípio: "É necessário aprender e minimizar as consequências desta terrível catástrofe".

15.9. Conclusão

O presidente dos EUA, John F. Kennedy falando sobre a necessidade de parar os testes nucleares na atmosfera, disse em junho de 1963:

. . . O número de crianças com câncer em seus ossos, com leucemia no sangue, ou com veneno em seus pulmões pode parecer estatisticamente pequeno para alguns, em comparação com os perigos naturais à saúde, mas este não é um perigo natural para a saúde – e não é uma questão estatística. A perda de até mesmo uma vida humana ou a malformação de apenas um bebê – que pode nascer muito depois que nos formos – deve ser motivo de preocupação para todos nós. Nossos filhos e netos não são apenas estatísticas, às quais podemos ser indiferentes.

A catástrofe de Chernobil demonstra que a vontade da indústria nuclear em arriscar a saúde da humanidade e nosso ambiente, com usinas nucleares vai resultar, não só teoricamente, mas na prática, no mesmo nível de perigo que as armas nucleares.


Referências

Chernobyl Forum (2005). Environmental Consequences of the Chernobyl Accident and Their Remediation: Twenty Years of Experience. Report of the UN Chernobyl Forum Expert Group “Environment” (EGE) Working Draft, August 2005 (IAEA, Vienna): 280 pp. (//www-pub.iaea.org/MTCD/publications/PDF/ Pub1239_web.pdf).
Kennedy, J. F. (1963). Radio/TV address regarding the Nuclear Test Ban Treaty, July 26, 1963 (//www.ratical.org/radiation/inetSeries/ChernyThyrd.html).
Mulev, St. (2008). Chernobyl’s continuing hazards. BBC News website, April 25, 17.25. GMT (//www.news.bbc.co.uk/1/hi/world/europe/4942828.stm).
WHO (1959). Resolution World Health Assembly. Rez WHA 12–40, Art. 3, §1 (//www.resosol.org/InfoNuc/IN_DI.OMS_AIEA.htm).





Conclusão do Capítulo IV

Nos últimos dias da primavera e início do verão de 1986, radioatividade foi liberada da usina de Chernobil e caiu sobre centenas de milhões de pessoas. Os níveis resultantes de radionuclídeos eram centenas de vezes maiores do que os da bomba atômica de Hiroshima.

As vidas de dezenas de milhões foram destruídas. Hoje, mais de 6 milhões de pessoas vivem em terras com níveis perigosos de contaminação do solo – e continuarão contaminadas durante décadas ou até séculos. Então, perguntas pertinentes são: como viver e onde viver?

Nos territórios contaminados pela precipitação de Chernobil é impossível praticar a agricultura de forma segura; impossível trabalhar com segurança na silvicultura, na pesca e caça; e é perigoso usar produtos alimentares locais ou beber leite e até mesmo água. Aqueles que vivem nessas áreas perguntam como evitar a tragédia de um filho ou filha nascido com malformações causadas pela radiação. Logo após a catástrofe essas sérias questões surgiram entre as famílias dos liquidadores, frequentemente tarde demais para evitar a tragédia.

Durante este tempo, complexas medidas para minimizar os riscos na agricultura e silvicultura foram desenvolvidos para aqueles que vivem nos territórios contaminados, incluindo a organização de proteção contra radiação individual, suporte para produção agrícola livre de radiação, e maneiras mais seguras na prática da silvicultura.

A maioria dos esforços para ajudar as pessoas dos territórios contaminados são conduzidos por programas estatais. O problema com esses programas é a duplicidade de fornecer ajuda enquanto espera minimizar as acusações de que a precipitação radioativa de Chernobil causou danos.

Para simplificar a vida para aqueles que sofrem dos efeitos da radiação uma grande quantidade de trabalhos educacionais e organizacionais tem que ser feito para monitorar radionuclídeos incorporados, monitorar (sem exceções) todos os géneros alimentícios, determinar doses cumulativas individuais usando métodos objetivos e fornecer aconselhamento médico e genético, especialmente para crianças.

Mais de 20 anos após a catástrofe, em virtude da migração natural de radionuclídeos, o perigo resultante nessas áreas não diminuiu, mas aumentou e continuará a crescer por muitos anos à frente. Assim, há a necessidade de expandir os programas para ajudar as pessoas que continuam sofrendo nos territórios contaminados, e isso exige assistência internacional, nacional, estadual e filantrópica.


Tradução de Francisco Roland Di Biase

quinta-feira, 11 de abril de 2013

What Newton has to say about the collapse of WTC

Tradução para o inglês do meu artigo O que Newton tem a dizer sobre o colapso do WTC publicado em 2011 neste blog e na página do GlobalResearch

What Newton has to say about the collapse of WTC

By Francisco Roland Di Biase


This article does not intend to go into details of the reasons that led to the "attacks" of the WTC (World Trade Center), nor who was responsible. My intention is simply to show the evidence together with some basics physics concepts that the three buildings, that’s right, the Twin Towers and Building 7 (WTC 7) were destroyed by the method of controlled demolition, planned before the events of September 11, 2001. This conclusion becomes clear because another explanation would violate the Laws of Physics like the official explanation does.

First we need to establish the chronology of events that led to the collapses. The North Tower (WTC 1), with the big antenna on top, was the first to be hit, at 08:45 eastern time (New York). It burned for 103 minutes over 5 floors and collapsed at 10:28. The South Tower (WTC 2) was hit, at 09:03 and burned for 56 minutes on 8 floors, it collapsed at 09:59. Both buildings had 110 floors with a height of 415 meters. WTC 7 was not hit by any airplane and collapsed at 17:20 of the same day in just 7 seconds.

The official explanation provided by the department in charge to investigate the cause of the WTC collapse, NIST (National Institute of Standards and Technology), is called Inward Bowing Theory. It says that the columns of an arched wall bowed because of the fires’ heat and were unable to withstand the gravitational loads (the weight). These loads were transferred to the adjacent columns by the trusses, which quickly became overloaded and in a rapid sequence, this instability spread to all other walls. Then the section of the building above the impact point (near the 98th floor), acting as a rigid block leaned at least 8 degrees south. The downward motion of this block was more than the damaged structure could withstand, and the global collapse began. From that point on, NIST apparently based on the “pile-driver” hypothesis suggested in a series of articles by Zdenek Bazant with several co-authors. He describes a scenario where the top of the building (part above the point of impact) remains solid as it destroys the bottom. Only when the bottom was completely destroyed in a compact pile of rubble, the top is them destroyed.

Inward Bowing Theory

You may find this explanation odd because the most widespread theory of how the towers collapsed is the "pancake theory" created by FEMA (Federal Emergency Management Agency). It postulates a progressive failure of the floor system of the WTC towers ie somehow the floors got loose and were colliding with each other. It had to be discarded by NIST because in the numerous tests it was concluded that even at much higher temperatures than those suggested in the WTC fire the floor system, consisting of a frame of steel trusses, built with concrete, connecting the core columns with the external, not collapsed.

As for the WTC 7, the collapse is attributed to a failure of a single column that was supported by beams in a complex scenario involving thermal expansion of these beams, due to isolates office fires. Then they say that the interior of the building collapsed within its own footprint and was followed by the external walls that had become a hollow shell. Thus, according to NIST, the videos that exist only show the collapse of the external walls.

Well those are the official explanations provided by NIST that was tasked by the Bush administration to investigate the causes of the collapse, in another words, if we think the US government is telling the truth we must believe in these explanations.

Now let's point out some observations that can be made ​​in numerous videos of the collapses that make the official explanation, at least, forced and the mainstream media chose not to show (censored?), or show, but did not emphasize the most important points.

The three WTC buildings were the only high rise buildings to collapse due to fire damage before and after September 11, this never happened before or again. A few examples are the One Meridian Plaza building with 38 storeys, in Philadelphia, caught fire on February 23, 1991 that lasted 18 hours, spread over 8 floors but not collapsed.

One Meridian Plaza Building

On October 17, 2004, a building in Caracas with 56 floors, built in 1976, caught fire which lasted 17 hours and spread over 26 floors and not collapsed.

Caracas, October 17, 2004

In February 2005 there was a huge fire at the Windsor Tower, a skyscraper in Madrid that lasted about 20 hours and the building, once again, not collapsed. We see in the picture clearly that the building was engulfed in flames, but at the end the structure remained standing.

               Windsor Tower in flames                            and after the fire
 
A significant information about the fire that most people do not know is that when he has this whitish yellow color like in the picture is because it's burning up too much oxygen. In the case of the WTC the fire was dark red with very dark smoke indicating that there was hardly any more oxygen to burn, and without oxygen the fire is extinguished and does not burn.

WTC in flames

In the wreckage of the WTC were found pools of molten metal and even though it rained between 14 and 21 September, having been used fire retardant and water, firefighters managed to extinguish the fire only on December 13. Do not forget that steel (the metal used in the structure of the WTC) melts only at 1510°C and burning office furniture can come in the most favorable conditions, even with jet fuel to 760º C. For NIST's theory to work, the steel would have to reach at least 980º C. Below is a picture taken in infrared by NASA which was recorded surface temperatures a few days after September 11. The molten metal found by workers at ground zero were with temperatures twice as high, for being in the basement and the elevator shafts, well below the surface.

                            Molten metal                                          Temp registered by NASA

During the collapse of the Twin Towers, metal rods weighing many tons were ejected sideways more than 150 meters at speeds exceeding 100 km/h (or 60 mph). A video that can be viewed on YouTube (http://www.youtube.com/watch? v=eHnLlwqiu0A) shows an analysis by David Chandler, where he explained how it calculated the horizontal velocity of these objects.

Metal been ejected sideways

A section of the building weighing more than 300 tons was embedded in the American Express building about 120 meters (circa of 120 yards) away.

Piece of the WTC embedded in the Amex building

Some "experts" were on television saying that these pieces of the WTC were ejected laterally due to air that was being moving in the core of the building that was essentially hollow and was being compressed as the top came crushing the bottom. But keep in mind that the air being compressed does not have a prefer direction to follow, the standard would be to take the entire floor and then blow all the windows while leaving the building. And as we can see in the picture below there were poofs of air far below the line of destruction.

Poofs of air in the WTC

No other building around the towers, other the WTC 7 which was more distant, as can be seen in the schematic of the WTC complex, collapsed due to fire and damage caused by debris from the towers.

WTC complex schematic

WTC 3, a 22-story building directly below the towers was split in half by the debris but did not collapse.

WTC 3

WTC 4, a 9-storey building was almost completely destroyed but the structure remained standing.

WTC 4

WTC 5 had 9-story, suffered from a severe fire and damage caused by debris but did not collapse.

WTC 5

WTC 6, 8 floors, suffered massive damages due to wrecks and fires but did not fall.

WTC 6

We must also remember that several people, including Brian Clark, manager of the firm Eurobrokers, managed to leave the top of the towers. They were above the impact point, and managed to get to the lobby saving themselves. If the fire was hot enough to weaken steel, at least 900° C, how these people manage to do this?

Contrary to what happened with the twin towers, causing considerable damage to adjacent structures, WTC 7 collapsed symmetrical directly into it’s on footprint with a total disintegration of the steel structure and limited damage to adjacent structures as seen in the photos below.

WTC 7 after the collapse


WTC complex after the collapses

Firefighters and several witnesses reported a series of explosions before and during the collapse of the towers as seen in the video "Fireman Explosion Testimony" on YouTube (http://www.youtube.com/watch?v=IO1ps1mzU8o). And in this other video (http://www.youtube.com/watch?v=CcRs1fv8i3I) called "Explosions on 911 " several firefighters have been together in a pay phone calling home telling their families that they are ok. Suddenly they are startled by a loud sound of an explosion. This is one of the explosions in WTC 7 that occurred long before its collapse.

As the buildings were collapsing they created a pyroclastic cloud of pulverize concrete that is much more common to be seen in volcanic eruptions than in collapsing buildings.

Pyroclastic cloud

Evidence of the incendiary Thermite was found in steel samples collected. This material which is a combination of aluminum with iron oxide reaches temperatures of 2400° C in 2 seconds and is commonly used in controlled demolitions for cutting structural steel columns. In this video "9/11 Experiments: The Great Debate Thermate" by Jonathan Cole (http://www.youtube.com/ watch?v=5d5iIoCiI8g) we see an experiment where the thermite is used to cut a steel beam. Once that the two materials begin to react, the energy released is so great that melts steel.

    


Metal pieces of WTC. They are evidence of molten steel and severe erosion by high temperature documented by FEMA in Appendix C of its report. Subsequent analysis also revealed the signature of thermite.

In addition to thermite, a material that should not be in the WTC, a group of scientists led by physicist Steven Jones found in dust samples (those clouds of pulverized concrete) what they called nano-thermite. Their findings were published in the Open Chemical Physics Journal, Volume 2, with the title "Active Thermitic Material Discovered in Dust from the 9/11 World Trade Center Catastrophe" and were confirmed by chemical engineer Mark Basile who found the same material. Unlike thermite, an incendiary material, nano-thermite is explosive.

The first thing they found were microspheres rich in iron (photo below) that are a signature of a thermitic reaction. In addition to them the USGS (United States Geological Survey), a government agency, and the environmental firm RJ Lee also found these spheres.

        



Then Steve Jones with the help of physicist Jeff Ferrer, an expert in the use of scanning and transmission electron microscopes, found the red/gray chips that are unreacted nano-thermite.

Red/gray chips

The nano-thermite is basically composed of aluminum and iron oxide, such as thermite, in an array of silicon with carbon, an organic component used to generate gas making the material explosive. What made these scientists to characterize this kind of thermite as nano-thermite was precisely their scale. This material begins to react only when the temperature reaches 430º C, so it’s necessary to use some incendiary to generate that temperature. Then, once is ignite, the oxygen passes from the iron oxide to the aluminum releasing large amounts of energy and generating molten iron.

To create the micro-spheres the only plausible explanation so far is that when the nano-thermite explodes, it generates molten iron that is ejected into the air very quickly, and similarly when it rains the water falls as droplets, the molten iron form droplets that quickly cooled before reaching the ground, forming the micro-spheres.

If we going to analyze the collapse of the WTC towers we must at least have an idea of ​​how the towers were built and some of the characteristics are really interesting.

The core of each tower was a rectangle of 26.5 by 40.5 meters, divided into 47 steel columns that ranged from 91.5 by 40.5 centimeters to 56 by 132 centimeters and were much thicker at the base. In this core was where the elevators (each tower had 99), ladders, pipes and pipe maintenance were, in other words, despite this massive steel structure in the center to support the building, the core was basically empty.

WTC tower being built

WTC tower schematic

As for the external perimeter walls they were composed of a dense frame of vertical steel columns with a layer of steel spandrel enclosing each floor.

Assembling of the external layer

This external layer was constructed with pieces of steel prefabricated consisting of three vertical columns with three horizontal steel spandrels welded together. Adjacent parts were bolted, column with column in the top and bottom, spandrels with their neighbors on which side with numerous screws.

Pieces used in the external layer

There were 59 columns on the external layer of each face and one column in the beveled corner, a total of 240 external columns in each tower. And as the columns in the core at the base they were much thicker than in the top.

Tower in construction

The towers were supported by this external layer, which stiffen its structure, along with the core columns making it very efficient to withstand lateral wind loads. And according to Frank Demartini, construction project manager of the WTC, they were designed to withstand the impact of one or more commercial airplanes, ie, this structure should withstand the impact of an aircraft Boeing 707, the largest commercial airplane at the time. And despite the 707 being smallest than the 767 the kinetic energy of the two is equivalent once the 707 travels at higher speeds.

Schematic of WTC structure

WTC 7 was a skyscraper of 47 floors which was not hit by an airplane and had minor damage caused by the collapse of the Twin Towers. You could see scattered fires in the building (pictured below) but to no concern and according with NIST these fires made the columns buckle and the building collapse.

Scattered fires in WTC 7

The interesting thing is that the building did not fall as expected where the fire is gradually causing minor damage and the collapse occurs asymmetrically by the path of least resistance. Just watch the fire consume the wood in a fireplace, it is gradually consuming the wood and causing localized and asymmetric collapses.

Now to the point that would make Newton roll in his grave. The collapse has an free fall acceleration i.e. the acceleration of gravity, and we can’t forget, occur through the path of greatest resistance. And that is really important because you can only happening when the support columns are removed simultaneously through the entire structure. Let me explain, we need a little basic physics (Newton's laws), nothing we have not learned in high school, to prove that other forces were involved in the destruction, by the simple fact that it is impossible to a building achieve a free fall acceleration with only the force of gravity acting.

The acceleration of gravity is nothing more than the rate at which the an object speed increases in free fall, neglecting air resistance. It causes an object to increase its speed to about 9.78m/s every second (usually abbreviated to 9.78 m/s2). It has small variations at each site on the planet, but in New York is  9.808 m/s2.

Isaac Newton showed that the acceleration of an object is governed by the mass of the object and the resultant force acting on it (Newton's Second Law:   F = m x a). If the acceleration of a falling object is equal to the acceleration of gravity, then the resultant force is only the force of gravity.

In addition, Newton's Third Law tells us that when objects interact they exert equal and opposite forces between them. So as an object is falling if it exerts a force on objects in its path, the same objects will exert the same force, just in the opposite direction, i.e. upwards, which will decrease the acceleration of fall. If an object is observed in free fall we can safely conclude that nothing in its path exerts a breaking force and by Newton's Third Law the falling object can’t be colliding with any other object as well.

Usually when the top of a building collapses we expect to see the falling part hit the structure bellow exerting a considerable force. But is not what occurs in WTC 7 and we know this because the top of WTC 7 fell at freefall, not near free fall. It fell by almost 2.5 seconds at a rate of free fall, i.e., 9,808 m/s2. If the top had crushed the part bellow, this parts would have reacted with a strength of the same intensity but opposite that would have decreased the acceleration of falling block. As the fall has not decreased, we conclude that the interaction force was zero in both directions.

An analysis was made ​​by David Chandler and posted on YouTube (http://www.youtube.com/user/ae911truth#p/u/58/CpAp8eCEqNA) using an analysis software in a video made ​​by CBS with a fixed camera pointed almost perpendicular to the north wall. This software allowed him to obtain data of distance and time as the building collapsed. From these data it was possible to calculate the speed (distance / time) of the building fall and acceleration (velocity / time) and build the graph below. The procedure was calibrated with the heights of two points in the building provided in the NIST report of August 2008. The measurements indicate that the building fell, for about 2.5 seconds in freefall. This is equivalent to eight floors in which the falling part did not find any resistance. For other eight floors met minimal resistance, and even then continued to accelerate, but at a lesser rate than free fall. Only after these 16 floors fall, began to have significant interaction with the structure and slowed down.

WTC 7 - Velocity x Time
 
In the graph we see that the horizontal axis is the measure of time in seconds and the vertical axis is the measure of velocity in meters per second. The rate is in negative numbers because is downward the same applies to the acceleration which is the relationship between velocity and time. We clearly see three stages of acceleration, the first lasting almost one second where the building flutters losing rigidity and begins to fall, the second is when we have the free fall acceleration, indicated by the blue line, for about 2.5 seconds and a third that lasts slightly less than one second where the rate of acceleration decreases and then it stops.

For those who are thinking that the free fall happens only for 2.5 seconds and not through all the collapse and can be explained to some extent if we consider the process as a whole make no mistake. The fact is that even 2.5 seconds of free fall is not consistent with any scenario involving natural weakening, bending or crushing because in this scenario there would be enormous forces of interaction with the structure bellow that would slow the fall. Knowing that even in controlled demolitions not enough structures are removed to allow free fall, how could a office fire be more destructive? Adding the support columns removal in sync around the building perimeter as seen by the unevenness of the top, by the abrupt collapse and the immediate transition to full support for  free fall we concluded that a natural collapse with acceleration of gravity is not possible . But nevertheless occurred, meaning that it was not a natural collapse, other forces were involved, which destroyed the support columns of WTC 7.

David Chandler also has done an analysis of the collapse of the North Tower (WTC 1) which can be viewed on YouTube (http://www.youtube.com/watch? v=32-Ctx7MhKY). And just as the official explanation for the collapse of WTC 7 contradicts the laws of physics the explanation for WTC 1 is also inconsistent because the acceleration that the top of the tower acquires as it falls is a result of the building lower part disintegration and not the cause.

The twin towers of the WTC were destroyed from top to bottom, specifically the section of the building's 98th floor upwards seems to drop and accelerate towards the ground through the 98 floors below.

For the analysis he used a high-quality video of Etienne Sauret (similar version on YouTube http://www.youtube.com/watch?v=xGAofwkAOlo) pointed to the north face, identifiable by the hole of the aircraft impact. The video was chosen because it shows an almost flat and perpendicular view of the tower’s face of a stationary camera in the distance. Using the video analysis it was possible to acquire data of distance and time and calculate the acceleration of the fall. The time base was calibrated with information from the NTSC standard i.e. 29.97 frames per second. The vertical scale was calibrated by the spacing between floors that is known, 3.66 meters. The vertical position of the roof was mark every six frames (0.2 seconds) and the fall was follow until the moment when the roof disappears behind the dust cloud, in other words by approximately 32 meters. The data obtained is on the table below:

 
In the first column we have the frames (starts at 216 because the video does not begin at the time of the collapse), in the 2nd the time (the 0:00 is when the collapse starts), in the 3rd the vertical length and in the last the computed velocity. These data generated the graph below.

WTC 1 - Velocity x Time
 
The velocity vs. time graph shows an almost uniform acceleration of the 6th point computed on. When the roof starts to fall, quickly achieves an almost uniform acceleration of -6.31 m/s2.

The following analysis is based on the “pile-driver” theory of Bazant considering the top of the building as a solid mass m. The only relevant forces acting on the block in fall are the gravity (P = mg) and a normal force (N) upward due to the interaction with the building lower section. Applying Newton's Second Law we have the resultant force (gravity minus the normal force) equals mass times acceleration:

mg - N = ma

reorganizing we have:
N = mg - ma

As shown in the graphic the acceleration (a) of the sixth point onward is -6.31 m/s2, which is the same as 64% of the acceleration of gravity (0.64g). So our equation becomes:

N = mg - 0,64mg = 0,36mg

Then the normal force (N) upward is 36% of the weight of the block that is on top as shown below.


Calling forth Newton's Third Law we get a very strange situation. As the interaction forces are equal and opposite the falling block exerts a force of only 36% of its weight in the lower section of the building. In other words, since the falling block is accelerating we have a counter-intuitive result that the force exerted on the lower section of the building is significantly smaller than the static weight of the block. It's hard to imagine how the upper block exerting a force of only 36% of the block static weight could destroy the lower section bigger, stronger and with no damage when the building itself was designed to handle several times its own weight.

The fact that an accelerated block could exert a smaller force than its own weight in the target block can be intuitively difficult to accept, but that is because our experience tells us that the target block would resist the destructive impact. A hammer moving fast and hitting a nail into a solid block of wood normally exerts a force on the nail much greater than its own weight. But this is only true if the nail resists the impact. The biggest force driving the nail into the wood is matched by another force that simultaneously slows down the hammer, and that is why several blows are required. However, if the nail is placed in a block of polystyrene, it will not withstand the impact. He will be pushed into the block with very little strength. The hammer will find a resistance so low that will be able to accelerate all the time. In the case of WTC 1, the falling block acts as a hammer driving the nail to the polystyrene, but looking from another angle, is the interface between the blocks that is "soft". Another thing other than the falling block (explosives?) needs to be destroying the structural integrity of the interface zone that offers only a small fraction of the resistance that was designed.

Jonathan Cole has done experiments where he demonstrates how a falling object exerts a force smaller than its weight. The video is on YouTube and is called “9/11 Experiments: Newton vs. NIST” (http://www.youtube.com/watch? v=tejFUDlV81w). He also demonstrated how a block (the top of the building) falling on top of a column of blocks mounted on top of each other (the rest of the building) can not destroy the column. Video “Jonathan Cole - 9/11: Collapse vs. Demolition” (http://www.youtube.com/watch?v=XkXeNawHFFo). Those videos are very instructive to watch.

Either way, they may want to argue that in terms of resistance of various materials, the impact of the falling block would destroy the lower section of the building, but the fact is that it could not destroy maintaining a constant acceleration. Also, if you look in terms of momentum we have that any increase in the force in the lower section of the building must be accompanied by a loss of momentum in the falling block to slow it down. So he should experience a "bump" that would be visible in the video. But the fact is that the block continues to move without slowing down, it is clear that there was no "bump" in spite of the sharp deflection of the building in the first three seconds.

Combining this analysis with the others evidences shown is clearly that some form of controlled demolition was happening, but not one as normally seen, because the building was destroyed from top to bottom, the wreckage were not contained within the footprint and various parts of the structure were ejected laterally by several meters, causing damage to adjacent buildings.

So we can conclude that once the collapse was not caused naturally, he was necessarily caused by man. And, as has been argued was a controlled demolition that clearly was planned before September 11. And if it was planned in advance so we have a conspiracy and not a conspiracy theory. Because it happened, and several people were necessarily involved in order to demolish the building which means that the U.S. government has blatantly lied to justify two invasions which defied International Law (UN Charter) and the Geneva Conventions and has killed more than 1.5 million people.

Now despite all that information you still has doubt that the U.S. government would be able to lie about such a thing, research about the Gulf of Tonkin incident. This event is considered the main cause for the U.S. entering in the Vietnam War. The official story was that a U.S. ship had been attacked by North Vietnamese in the Gulf of Tonkin. But that story fell apart when Daniel Elsberg leaked to the media the Pentagon Papers with was a set of documents that had been ordered by the State Department to register the true history of the Vietnam War. Then we learned that the Gulf of Tonkin incident never happened, was manufactured for the U.S. population as a justification for going to war

Other documents, declassified, which also suggest what the U.S. government is capable are the Northwood Documents. With them we learn how the military intended to shoot down airline airplanes, with or without passengers, and blame Cuba to justify an invasion in the 1960s. They were signed by the Joint Chiefs and lacked only the signature of the president to be authorized.

Richard Feynman one of the greatest physicists of today, and one of the scientists responsible for discovering the cause of the explosion of the space shuttle Challenger in 1986, once said "No matter how beautiful your theory is, no matter how clever you are. If it does not agree with experiment, is wrong".


Note:

Most of the videos witch I refer can also be found on page http://911speakout.org along with more relevant information.



References:

Articles

Destruction of the World Trade Center North Tower and Fundamental Physics (Running Title: Downward Acceleration of WTC 1) by David Chandler

Freefall and Building 7 on 9/11 by David Chandler

Active Thermitic Material Discovered in Dust from the 9/11 World Trade Center Catastrophe by Niels H. Harrit, Jeffrey Farrer, Steven E. Jones, Kevin R. Ryan, Frank M. Legge, Daniel Farnsworth, Gregg Roberts, James R. Gourley, Bradley R. Larsen, publish in the Open Chemical Physics Journal, volume 2, pg 7-31.


Internet sites

Architects & Engineers for 9/11 TRUTH

Pentagon Papers

Northwood Documents

Wikipedia – World Trade Center


Documentaries films

9/11: Blueprint For Truth – Richard Gage presentation of AE911Truth

Loose Change (final cut) by Dylan Avery

911 – In Plane Site (director’s cut) by Dave vonKleist  & William Lewis

Zero: An Investigation Into 9-11 by Giulietto Chiesa, Franco Fracassi, Francesco Trento, Thomas Torelli & Paolo Jormi Bianchi